25 janeiro 2026

Digimon Adventure - Capítulo 5.5: Operação Invadir o Mundo Real



Noite eterna.
As espessas nuvens sombrias sem qualquer brecha entre elas impediam a floresta abaixo de sequer receber luz alguma vez. Era o habitat perfeito para Digimons que amavam a escuridão.
Porém, nem todos aqueles Digimons vivendo na floresta ousavam se aproximar da elevada montanha que se erguia sobre eles.Eles estavam com medo. Medo de ambos as ruínas do castelo no topo da montanha, e de Vademon que se encondia lá dentro.

– Hiiiiiiiiiiiiiiiih!
Nas profundezas dos corredores sombrios e cobertos de musgo do castelo, uma voz gritava.
O grito pertencia a Pico Devimon, que estava amarrado a um mastro e pendurado sobre o fogo como um porco assado.
Ele estava dentro da sala de tortura de Vamdemon, Ao longo das paredes, estavam respingos de sangue que tinham secado para numa mancha preta escura e se penduravam dispositivos de tortura que mostravam claramente o prazer sádico de seu dono.
– P-Por favor, me perdoe, Mestre Vamdemon! – Pico Devimon implorava desesperadamente, mas os olhos de Vamdemon sorriam friamente por baixo de sua máscara vermelha. Seus dedos esguios com unhas pontudas como garras de aves de rapina corriam pela franja loira que caíam por seu rosto pálido.
– Você acreditou que podia esconder de mim o fato de que os Brasões foram roubados?
Sua voz não soava com raiva. Na verdade, ele soava quase feliz. Ele obviamente estava aproveitando aquilo, saboreando os olhos cheios de medo, os gritos, o rosto torcido de dor.
Que coisa mais vil de se fazer..., Wizarmon pensou, virando o rosto para longe.
De pé ao lado dele estava Tailmon, que parecia sentir pena da situação de Pico Devimon, ao julgar pela expressão em seu rosto.
Como ela e Pico Devimon competiam um contra o outro para ganhar a cinfiança de Vamdemon, não seria estranho ela sentir prazer na falha dele. Talvez a razão porquê ela não sentia fosse porque ela tinha sofrido esse tipo de punição também por parte de Vamdemon.
As línguas de fogo lambiam o corpo de Pico Devimon.
– Hiiiiiiiiiiiiiiih!
Fumaça negra subia por trás de Pico Devimon como borracha queimando.
Depois do castigo ter acabado (ou mais precisamente, depois que ele ficou entediado), Vamdemon deixou a sala de tortura.
Tailmon imediatamente seguiu atrás da capa vermelha e Wizarmon a seguiu tão inconspicuamente quanto podia.
O som das botas de Vamdemon ecoavam no silêncio, embora o som fosse sugado pelas paredes em volta e soasse apenas segundos depois dos pés dele atignirem o piso.
Embora os corredores não fossem estreitos, não havia cantos retos que pudessem ser chamados realemnte de cantos, dando a sensação de que eles estavam presos lá dentro. Se alguém que não soubesse isso entrasse no castelo, ficaria perdido imediatamente e enlouqueceria. Wizarmon só percebeu isso muito recentemente.
A passagem que eles pegaram dava para um pátio, que também agia estranho. Por exemplo, se Wizarmon olhasse agora, ele veria Nanimon arrastando os Vegimons com ele mais abaixo. O que era em cima etava embaixo, e o que era embaixo esava em cima. EM outras palavras, o espaço lá estava distorcido.
Os caminhos e escadarias distorcidos criavam um mundo trompe-l'oeil¹.
Lá, Vamdemon parou. Ele tinha alcançado a frente de seu quarto, mas não fez nada para abrir a porta ele mesmo.
Tailmon sinalizou para Wizarmon com os olhos, então ele se apressou para abrir a porta.
O quarto, com todas as cortinas fechadas, era naturalmente escuro e tinha um cheiro mofado.
Ambos os lados do quarto estavam adornados com estantes cheias de grossos manuscritos empoeirados, e perto da janela - a janela que não deixava a luz de fora entrar - estava uma mesa de escrever ornamentada.
Vamdemon andou para a mesa, pegando as cartas que estavam em cima dela no lugar de livros.
Então, indo até as estantes no lado direito do quarto, ele girou as agulhas de uma bússola pendurada na parede.
Com um estalo, a estante de partiu em duas. Aparecendo atrás delas estava uma escadaria escura que levava a um quarto de pedra subterrâneio. Empurrando a capa para trás, Vamdemon andou para dentro.
Claro, Wizarmon e Tailmon não ficaram para trás.

Velas vermelhas queimavam nas pareces da escadaria espiral, sua cera pingando como sangue aos pés deles.
Vendo as chamas das velas lançarem sua sombra pelas paredes, Wizarmon teve uma premonição ruim. Ele sentia como se uma presságieo maligno estivesse dainte dele.
Mesmo quando eles alcançaram o fundo do quarto de pedra, aquela sensação não passou. Na verdade, ela ficou ainda mais forte.
A grande porta que se erguia diante deles era um portal que conectava esse mundo com outros mundos.
Embora Wizarmon tivesse viajado para muitos outros mundos antes, olhar para aquela porta lhe dava a sensação desagradável de que essa seria sua última jornada.
Vamdemon encarou a placa de pedra erguido no meio do quarto.
O meio da placa era dividido  por uma grade 3 x 3 com um sinal de  na esquerda e três formas diferentes esculpidas no lado direito das caixas. Acima das caixas, havia fotos de um leão, um arqueiro e um macaco. Dentro de cada caixa, de cima para baixo, havia um número crescente de estrelas  e .
Vamdemon espalhou as cartas que ele tinha pego de seu quarto antes na placa de pedra.
Então, como se falasse em voz alta pra si mesmo e não se dirigindo a ninguém e particular, ele falou:
– A chave está em minha posse. Revele o significado oculto das cartas e coloque-as na fechadura onde elas servem. Então a porta para o outro mundo irá abrir... Heh, heh, heh, heh, oh Crianças Escolhidas. Não importa o quanto vocês resistam, já é tarde demais para vocês.



Screeeeeeeeech!
Um enxame de Dokugumons caiu do teto para o chão, se amontoando em direção a Taichi e os outros.
– Deixa comigo! – Gabumon gritou.
– Okay!
O Digivice e o Brasão de Yamato brilharam.
– Gabumon digivolve para Garurumon! Garurumon super digivolve para Were Garurumon!
Palmon também digivolveu: – Palmon digivolve para Togemon! Togemon super digivolve para Lilimon!
– Garras de Logo!
– Canhão Flor!
Seus ataques especiais transformaram os Dokugumons em vestígios de dados.
– Eu vou lutar também! – Agumon exclamou, mas Taichi balançou a cabeça.
– Você não pode digivolver para Metal Greymon nesse espaço apertado. Vai esmagar todos nós.
– Oh, entendi – Agumon disse, coçando timidamente o topo da cabeça.
Embora os Dokugumons tenham sido mais ou menos difíceis de lidar, as crianças conseguiram se livrar deles chegar à área seguinte.
Um Digimon aguardava por eles lá. Parecia a cabeça mal formada de um velho com pernas e usando óculos de sol. Vegimons serviam como soldados rasos comuns esperando suas ordens atrás dele.
– Minha vez!
Quando Tentomon estava a ponto de lançar seu Mimi Trovão...
– Hyaaaaaah!
Os soldados se espalharam como folhas ao vento.
– Mas o que-mon? – Tentomon disse, parecendo desapontado. Koushiro imediatamente testou seu Analizador Digimon.
– O nome dele é mesmo Mas-o-Que-Mon, ou Nanimon. Como esperado do Tentomon. Você é muito bem informado!
De qualquer forma, eles estavam gratos que ninguém ficou no caminho. Eles precisavam preservar o máximo de poder de luta possível, até alcançarem a sala de pedra à frente onde Gennai tinha dito que o portal para o mundo real ficava.



– Más notícias, Mester Vamdemon!
Pico Devimon, que tinha acabado de tratar os feirmentos que recebera em seu castigo, veio voando para a sala de pedra.
Dentro da sala, os Digimons que Tailmon tinha recrutado de terras diferentes estavam alinhados, esperando as ordens para partir.
De pé em frente à placa de pedra, com um olhar imperturbado no rosto, Vamdemon perguntou:
– O que é? As Crianças Escolhidas vieram?
– Sim, senhor. O que devemos fazer?
– Deixe-as. Preparem-se para a partida – ele disse aumentando a voz nas últimas palavras.
Torcidas em concordância ecoaram pela pequena sala de pedra.
– Escutem-me. A presa de vocês é a oitava Criança Escolhida. Encontram-na e a matem.
– Yahhhhh!
Wizarmon balançou o punho no ar sem entusiasmo. Acima dele, ele ouviu vozes.
– Chama Neném!
– Furacão Espiral!
– Peixes Marchantes!
– Tiro de Ar!
Até mesmo Wizarmon podia dizer que as Crianças Escolhidas tinham chegado.
Mas Vamdemon não pareceu se imoprtar menos. Ele colocou as cartas na placa de pedra e levantou as mãos, entoando um feitiço antigo.
– Tlön, Uqbar, Orbis Tertius!
A pilha de cartas flutuou no ar como se fossem organizadas por uma mão invisível, se separaram, e preencheram todos os nove espaços internos da placa de pedra.
A porta que os conectava a outro mundo, a porta que dava a Wizarmon um terrível presságio de morte, lentamente se abriu na direção deles.
– Yaahhhhh!
Uma luz brilhou do outro lado da porta nas cores do arco-íris.
–Agghh!
Como alguém que amava a escuridão e detestava a luz, Vamdemon se protegeu daquela luz com a capa. E, como que para escapar dela, mergulhou em seu caixão, que estava preparado na carruagem puxada por Devidramon, fechando a tampa acima dele.
– Avente! – veio o grito de Pico Devimon. Ele tinha aproveitado a chance de dar o comando que, por direito, devia ter sido de Tailmon.
– Esperam!
– Não vamos deixar vocês irem para o nosso mudno!
As Crianças Escolhidas vieram, avançando escada a baixo.
– Hya, hya, hya! – Pico Devimon bateu as asas em pânico. – São as Crianças Escolhidas! – Ele ordenou aos Digimons– Peguem elas!
Mas nenhum deles se moveu. Era natural. Tinha sido Tailmon quem recrutara aqueles Digimons.
– Qual o problema com vocês? – Pico Devimon disse nervoso. – Ataquem!
Vendo Pico Devimon perder a compostura, Tailmon bufou em ironia. Então, se virando para os Digimons que tinha trazido, ela disse calmamente. – Vão na frente com o Mestre Vamdemon. Eu vou cuidar das coisas aqui.
Obedecendo as ordens dela, os Digimons passaram um a um pelo portal. A carraugem levando o caixão de Vamdemon seguiu atrás deles.
– Você vai ficar bem sozinha? – Wizarmon perguntou preocupado a Tailmon.
– Eu vou ficar bem – Tailmon respondeu calmamente, o anel em sua cauda esvoaçante tilintava. – Não se incomode, Wizarmon. Vá em frente.
– Entendi. Vamos nos encontrar no outro mundo.
Dizendo isso, Wizarmon seguiu para o portal.
Antes de atravessar, ele olhou para trás uma última vez. Não era para checar Tailmon. Era porque ele queria gravar em sua memória cada forma desse mundo para o qual ele podia nunca retornar, o Mundo Digital que levou ao seu fatídico encontro com Tailmon.

– O que é isso aí? – Ikkakumon disse.
Perto dele, Jou disse: – Shoo, shoo. Saia do caminho. Você não quer se machucar, né?
Era com Tailmon que ele estava falando.
Nem Jou, nem Ikkakumon ou o resto do grupo sabia da força real de Tailmon. Era difícil imaginar que aquela forma pequena de aparência inocente tinha passado por tantos campos de batalha sangrentos.
– Vocês estão me subestimando – Tailmon disse ligeiramente irritada. – Vejam isso!
Tailmon saltou.
Greymon a golpeou com a mão, mas Tailmon desviou daquele balanço e aterrissou em seu peito.
– Soco de gato!
Parecia que ela só tinha tocado Greymon de leve. Mas um poder que era inimaginável dada a aparência acertou Greymon e...
– Waah!
Greymon fora jogado para trás.
– Ela é mais forte do que parece.
Mesmo enquanto Yamato falava o óbvio, Kabuteriomon, Birdramon, Ikkakumon e os outros se puseram alertas. Mesmo assim, o Soco de gato contínuo de Tailmon os derrubava.
Patamon voou na direção do portal e estava lutando contra Pico Devimon.
– Se não nos apressarmos, o portal vai fechar! – ele gritou.
– Eu sei, droga! – Taichi falou irritado, e agarrou o Brasão.
– Vendo-o tentar digivolver seru parceiro para o Nível Perfeito, Tailmon decidiu que era hora de partir.
O portal fecharia em breve.
Só pra garantir, Tailmon acertou cada um dos Digimon com um Soco de Gato antes de correr de volta para o portal.
– Ah!
O portal era apenas uma passagem minúscula quando Tailmon e Pico Devimon passaram, se fechando impiedosamente atrás deles.
– Não... Sem chance...
As crianças estavam estupefatas.
Era a única chance delas retornaram ao seu mundo.
Era o deve delas proteger a oitava criança.
– Droga!
Taichi correu para o portal fechado, batendo os punhos contra ele em frustração e desespero. Mas a porta nem tremia.
O som dos punhos de Taichi ecoavam em não pela sala de pedra.
Enquanto todos davam a situação como perdida, os olhos de Koushiro aterrissaram nas cartas espalhadas no chão.
Gennai tinha dito a ele que ouvira falar de nove cartas que, quando colocadas corretamente de acordo com uma regra estabelecida na placa de pedra, poderia abrir os portais para outro mundo.
Cada uma das cartas tinha a imagem de um Digimon nela, e havia nove ao todo.
Koushiro olhou para a placa de pedra próxima, nas gravuras do leão, arqueiro e macaco, e os três conjuntos de estrelas.
Em outras palavras, eles teriam que colocar cada uma das cartas nos buracos.

Enquanto Koushiro estudava as cartas, ele não se deu conta de que Sora tinha vindo por trás dele em algum ponto.
Agora ela o perguntava: – Você sabe o que isso significa?
– Não. Não faço ideia. Mas essa marca  na placa me parece familiar. Acho que era Aleister Crowley...
– Aleister Corwlwy? Quem é esse?
Enquanto os dois conversavam, seus outros amigos se reuniram em volta deles.
Gennai tinha avisado que se as cartas fossem colocadas incorretamente, eles podiam ser jogados em um mundo completamente diferente do Mundo Real ou do Digimundo. Também havia a possibilidade de que, no momento em que eles passassem pelo portal, seus dados se desfizessem, e eles perdessem seus corpos.
Assim, eles tinham que ser muito cuidadosos com a ordem que escolhessem.
– Em todo caso, temos que tentar – Taichi disse, e pegou as nove cartas da mão de Koushiro.
Cada uma das nove cartas tinha um desing diferente.

Gomamon
Kuwagamon
Andromon
Unimon
Elecmon
Drimogemon
Gazimon
Digitamamon
Tonosama Gekomon

– Hmm...
Desenhanod uma caixa 3 x 3 no chão, Taichi tentou sua ideia primeiro.
Olhando para como ele organizava cada carta nos nove espaços, Jou perguntou: – O que é isso?
– Caras bons, caras maus, caras sujos.
– Não pode ser isso.
– Dessa vez, Jou se ajoelhou e tentou.
– Pequenos, médios e grandes.
Depois foi Yamato. Ele os dividiu baseado na força.
Sora os separou por habitat, e Mimi pelo número de letras em seus nomes.
As escolhas de Sora ou Mimi sequer cabiam num três por três.
As crianças continuaram se revesando, até Jpu, depois de ver aquilo por um momento, se levantou.
– Isso é inútil.
– Não, não diga isso – Mimi protestou, pronta para chorar.
Mas Jou disse calmamente: – Não temos nenhuma base se qualquer um dos palpites está correto.
Todos ficaram em silêncio. Jou estava certo.
Mas justo quando um silêncio sombrio caiu sobre eles, Jou falou:
– Taichi.
– Mm? – Taichi olhou para Jou, que falou com um olhar animado no rosto.
– Eu vou deixar isso com você, Taichi.
– O que? Por que isso tão de repente?
– Não estou tentando evitar a responsabilidade. Eu confio no seu julgamento.
Yamato se levantou.
– Eu também. Eu vou seguir o que o nosso líder decidir. – Ele disse com a voz iluminada.
– Ei, desde quando eu virei o líder?
– No momento em que você desapareceu, nós nos separamos. Foi você, Taichi, que nos reuniu de novo.
As palavras de Yamato não tinham nenhum pingo de sarcasmo. Elas vinham diretamente de seu coração.
– Pessoal, vocês estão bem com isso, certo? – Jou perguntou em volta.
Sora, Koushiro, Mimi, Takeru e, é claor, todos os Digimons acenaram com as caebeças em concordância.
– Mmm... – Taichi pondeoru.
Independente do que ele pensasse sobre ser ou não a pessoa certa para ser o líder, ele queria responder aos sentimento unânimes de todo mundo. O modo como ele aprendera a gratidão de seus amigos na primeira vez que ele ficou deprimido por seus erros com Skull Greymon também era parte disso.
Acreditar um no outro era o que tornava amigos, amigos.
– Okay.
Taichi pergou as cartas e encarou a placa de pedra.
Ele não pretendia correr da responsabilidade de levar as vidas de todo mundo em suas mãos. Mas não importava o quão duro ele encarasse a placa, ele não conseguia pensar numa solução.
Taichi tenou pensar nisso com uma partida de futebol
Era a chance de um lance livre que viraria o placar. As cartas eram a bola, e a placa de pedra era o gol. Os olhos de todo mundo estavam nele enquanto ele se preparava para o chute.
Agora, ele deveria chutar? Se ele soubesse os hábitos do goleiro, ele os usaria em seu favor. Mas aqui, ele não sabia. Ele poderia deixar a chance, mas se houvesse alguém ali que soubesse os trejeitos do goleiro, ele perguntaria a ele.
– Koushiro.
Ouvir Taichi chamar seu nome no momento que decidiria seus destinos assustou Koushiro.
– O-O que foi?
– Posso te perguntar qual ordem você colocaria essas cartas?
– Oh não... você está pedidno que eu decida? – Koushiro disse, lágrimas saindo dos cantos de seus olhos.
Mas Taichi disse: Não, seu bobo. Sou eu que vou decidir. É só que, desde que chegamos aqui, nós contamos com a sua inteligência para passar por situações difíceis. Eu não posso ignorar isso no que pode ser nosso último momento.
E Taichi sorriu.
Os olhos de todos se voltaram para Koushiro. Mas ao invés de se sentir angustiado, Koushiro sentiu encorajamento. Nos olhos de cada um, Koushiro sentia que todos o conheciam como o tático justo do time.
Antes de vir ao Digimundo, Koushiro se considerava um ser humano insignificante e sem valor. Ele sabia sobre computadores, mas de que isso adiantava? Mesmo ele estava ciente de que se destacava muito nas aulas, como um letreiro piscando, mas que o mundo seguiria em frente se ele não estivesse por perto.


Claro que isso tinha relação com o momento em que Koushiro descobriu o segredo por trás de seu nascimento.
Quando ele ainda muito novo ouviu seus pais conversando silenciosamente na sala de estar enquanto ele ia ao banheiro uma noite.
– Querido, quando vamos contar a verdade a ele?
– Vamos esperar um pouco mais. Se dissermos agora, Koushiro ficará em choque...
Daquelas poucas palavras, Koushiro soube que não era filho de verdade de eus pais.
Ele não sabia a quem pertencia. Sua própria existência era incerta.
Ele não sabia como chegar em seus pais e naturalmente se tornou tímido quanto a interagir com outras pessoas.
Mas agora, naquele momento, Koushiro era alguém de quem todos precisavam
– Okay, eu faço isso.
Koushiro mudou seus sentimentos de ansiedade para confiança, uma tentativa de disposição em acreditar em suas próprias habilidades. Tacihi deu um passo para trás, então Koushiro podia ficar de frente para a placa e pedra.
Então...

Koushiro pendou.
O que eu devo fazer primeiro?
Se havia uma regra naquelas nove cartas que devia ser seguida, então ele devia primeiro descobrir o que as nove cartas significavam.
Em outras palavras, ele precisava de informação dos Digimons daquelas cartas.
Informação de Digimons... infomração de Digimons...
Isso mesmo, ele usará o Analisador Digimon que Gennai dera a ele.
Koushiro se ajoelhou no chão e ligou o computador.
Imaginando o que ele estava tramando, os outros observaram cada movimento de Koushiro.

Gomamon – Digimon Mamífero Marinho, Nível Criança, Vacina
Kuwagamon – Digimon Inseto, Nível Adulto, Vírus
Andromon – Digimon Ciborgue, Nível Perfeito, Vacina
Unimon – Digimon Fera Mítica, Nível Adulto, Vacina
Elecmon – Digimon Mamífero, Nível Criança, Dados
Dromogemon – Digimon Fera, Nível Adulto, Dados

Gazimon – Digimon Mamífero, Nível Criança, Vírus

Isso era tudo que ele sabia. Mas os dados de Digitamamon e Tonosama Gekomon não estavam no Digivice de Koushiro. Era porque ele não tinha encontrado eles.
– Alguém aqui encontrou Digitamamon e Tonosama Gekomon?
– AH, eu! – Jou disse e entregou seu Digivice para Koushiro.
Quanod ele o conectou ao computador...

Digitamamon – Digimon Perfeito, Nível Perfeito, Dados
Tonosama Gekomon – Digimon Anfíbio, Nível Perfeito, Vírus

... a informação brotou.
Enquanto comparava tudo, Koushiro notou uma certa regra. Os Digimons eram claramente divididos entredados, vírus e vacina, e níveis Criança, Adulto e Perfeito.
– É isso! – Koushiro gritou, apesar de tudo. As antecipações de todos ficaram ainda maiores.
– Mas...
Ele não entendia o significado do leão, do arqueiro e o macaco na placa. O leão e o arqueiro eram partes das doze constelações, mas não tinha um macaco nelas. Ele imaginou o leão, o arqueiro e o macaco em sua cabeça. Então...
– Entendi!
Koushiro udou o Analisador Digimon mais uma vez. Ele ele recebou a informação que estava procurando.

Leomon – Digimon Homem Fera, Nível Adulto, Vacina
Centalmon – Digimon Homem Fera, Nível Adulto, Dados
Etemon – Digimon Fantoche, Nível Perfeito, Vírus

– Consegui! – Koushro gritou. – O leão, o arqueiro e o macaco representam Leomon, Centalmon e Etemon. Cada um deles tem seu próprio atributo. EM outras palavras, vacina, dados e vírus. Em seguida, acredito que o número de estrelas indica de cima pra baixo os níveis Criança, Adulto e Perfeito. Então se colocarmos as cartas de acordo com ambas as categorias...

Se encaixavam perfeitamente.
– Bom trabalho, Koushiro.
Todo mundo aplaudiu e torceu.
Joushiro parecia envergonhado. – Mas não tenho certeza se está certo ou não... – ele disse de repente, hesitante.
Mas ninguém prestoua tenção nisso.
Era o que Koushiro tinha decidido.
Era o que Taichi, que dependia de Koushiro para encontrar a resposta, tinha decidido.
Mesmo que fosse a resposta errada, eles estavam nessa juntos. Era melhor do que estar sozinho.
Os olhos brilahntes de todos enchiam Koushiro de fecilidade.
– Okay, então. Vamos nessa!
– Siiimm!
As vozes energéticas das crianças ecoaram pela estranha sala de pedra.
Taichi colocou as cartas nos lugares da placa de pedra de acordo com a análise de Koushiro. O portal estalou e abriu.
– Bem, vamos lá, pessoal.
Todos correram para o portal. Para as crianças, a luz brilhante nas cores do arco-íris do outro lado parecia proeter a elas esperança para o futuro.

1- Tromp-l'oeil é uma técnica artística que usa a perspectiva para criar ilusões de ótica em pinturas e arquitetura, fazendo com que formas bidimensionais pareçam tridimensionais



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