22 janeiro 2026

Digimon Adventure - Capítulo 5.4: A Mansão Subaquática de Gennai



Foi como se um fogo tivesse acendido no Lago Temporário. O vermelho do por-do-sol, bem como o vermelho do voo de Garudamon que carregava as criança refletia contra a superfície da água.
– Ei, Garudamon. Como você se sente se vendo no Nível Perfeito? –Tanemon, sua veterana por alguns dias na evolução para a forma Perfeita, perguntou no ouvido de Garudamon.
– Como? É como se não fosse eu – Garudamon respondeu, parecendo pensativa. A transformação de seu corpo tinha mudado sua voz, então estava rouca e grave.
– Os únicos que faltam agora somos eu e Gomamon – Patamon disse. Claro que ele falava de digivolver para Perfeito.
– E lá vamos nós de novo – Gomamon disse, soltando um longo suspiro. – Eu também demorei pra digivolver pro Nível Adulto! Você tem que se esforçar mais, Jou!
Seu tom era de brincadeira, então Jou soltou um exagerado "Oh, então é MINHA culpa?" fazendo todos rirem.
Parecia que, em algum ponto, Jou tinha encontrado uma posição confortável com os outros. Sua tentativa se empurrar o resto do grupo por ser o mais velho tinha desaparecido de um jeito bom, e agora ele mostrava seu eu natural no grupo.
Não era só Jou.
Cada uma das experiências das crianças no lago tinha sido dolorosa, mas todas tinha amadurecido claramente.
– Ei, o que é aquilo? –Takeru perguntou, apontando para a superfície da água.
Conforme eles observavam, algo aconteceu no lago.
Gwoooooh... Com um rugido trovejante, o lago se partiu em dois.
– Geh geh geh geh! – Jou gritou exageradamente, exceto que dessa vez não era atuação.
– Olhem! Tem uma casa no fundo do lago! E... um robô? – Mimi disse.
Como Mimi falara, havia uma mansão japonesa descansando no fundo coberto do lago e o corpo branco de um robô perto dela. Alguém saiu da casa e acenou para eles.
– É Centalmon! – Koushiro gritou. – Ele foi controlado por uma engrenagem negra na Ilha Arquivo e nos atacou, mas Centalmon é um Digimon bom.
Ouvindo isso, Taichi disse:
– Vamos descer. Parece que ele quer nos dizer algumas coisa.

Centalmon rapidamente os levou para dentro da mansão. Assim que a porta se fechou atrás das crianças, as duas metades do lago partido se juntaram mais uma vez, cerrando-as debaixo d'água.
– Manter as metades separadas faz a barreira perder o efeito, então não tínhamos muito tempo. – Centalmon explicou, mas as crianças estavam fascinadas pelo espetáculo debaixo d'água que desdobrava diante deles e não prestaram atenção.
– Deixe-me mostrar a vocês o quarto de hóspedes. Temos comida pronta esperando por vocês, então vocês podem descansar.
O quarto para ele os levou tinha mais de trinta metros quadrados e estava repleto de plantas vívidas, com uma mesa de jacarandá no centro com um magnífico banquete esperando pelas crianças.
– É como se estivéssemos numa viagem de escola –Jou disse depois de comer e esfregar o estômago cheio. Ele se deitou de braços abertos no tapete, sentindo o aroma dos tecidos.
O resto das crianças estava confortável sentando de pernas abertas ou se esparramando no chão. Como se tivesse se candado com a evolução para o Nível Perfeito mais cedo, Pyocomon estava roncando suavemente no colo de Sora.
Então a porta lateral se abriu silenciosamente.
– Me desculpem por deixá-las esperando, crianças.
Do outro lado da porta, um homem velho de rosto enrugado apareceu. O pouco cabelo que lhe sobrava estava amarrado em um alto rabo-de-cavalo.
– S-Senhor Gennai?!
As crianças que estavam dormindo acordaram de supetão, enquanto as outras sentadas no ch]ao se levantaram imediatamente. Todas estavam bastante surpresas.
Gennai acenou com a cabeça diante da exclamação das crianças: – Sou eu.
Centalmon estava de pé atrás de Gennai. Tacihi imediatamente se levantou e marchou furioso até Gennai.
– Ei, seu velho! – ele exclamou indignado. – Por que você não apareceu pra nós antes?
As outras crianças também se juntaram na frente de Gennai.
– Uma velha ferida nas minhas costas estava me matando – Gennai respondeu encolhendo os ombros. – Eu não podia deixar a barreira. Lamento dizer.



– O Digimudno parece similar ao nosso, mas é estranho em algumas partes. As leis da física são uma bagunça. Por que isso?
Com seu coração curioso de volta, Koushiro estava cheio de perguntas.
Eles estavam na sala de estudos de Gennai, com várias partes de máquinas e modelos protótipos espalhados pelo piso de madeira. As paredes eram feitas de longos painéis de resina.
As outras crianças estavam dormindo no quarto de visitas, exaustas pela fadiga da jornada e pelo alívio de estar num lugar seguro.
Todavia, Koushiro não conseguia dormir. Ele estava cansado, mas havia muitas coisas que ele queria perguntar a Gennai.
– Para entender isso, eu devo primeiro explicar a você a composição desse mundo. Esse mundo, o Mundo Digital, é formado de dados da rede de computadores do seu mundo. Porém, ele não é uma realidade virtual. É um lugar onde a informação da rede se materializa em forma física real. A razão pela qual esse mundo parece estranho é porque quando esses dados tomam forma, a informação estava fragmentada ou quebrada.
– O que são os Digimons.
– Digimons são as manifestações físicas dos dados, que agem como criaturas vivas. Digimons nascem de Digitamas e quando sua vida chega ao fim eles morrem e se desintegram de volta em dados para dar origem a um novo Digitama. Falando nisso, Digimons são classificados em três tipos diferentes. EM outras palavras, Dados, Vírus e Vacinas.
– Senhor Gennai, você também é um Digimon?
– Eu sou diferente. Sou um Agente. Eu não tenho atributos.
– Agente?
– Eu sirvo à Homeostase. A Homeostase governa... não, examina a estabilidade do Mundo Digital. Você entenderia se eu a descrevesse como um sistema de segurança? Mas como ela não tem forma física, precisa de alguém que possa se mover e agir como seus braços e pernas. Esses somos nós, os Agentes.
– Foi a Homeostase que nos escolheu para sermos Crianças Escolhidas?
– Isso mesmo. Como esperado de você, Koushiro. Você é muito perspicaz. Mas não me pergunte o porquê de vocês serem escolhidos. Homeostase em pessoa deve usar um avatar algum dia para lhe dizer.
– O que são os Digivices e os Brasões?
– São ferramentas feitas para combinar com cada Criança Escolhida, e suas funções são diferentes, mas para que sejam mutuamente ligados, vocês crianças e seus parceiros Digimons devem compartilhar um certo tipo de informação.
Gennai explicou a extensão do que ele sabia, mas claro, havia muitas coisas que mesmo ele não sabia.
Por exemplo, por que os Digimon nasceram.
– Eu não sei a resposta para isso. AO invés disso, deixe-me perguntar a você. Você sabe como seu mundo nasceu?
Koushiro estava a ponto de respondeu "O Big Bang", mas parou. A teoria era apenas uma hipótese, ao menos que alguém tivesse visto com os próprios olhos.
Havia apenas uma pergunta que Gennai adiou responder.
– O que as Crianças Escolhidas devem fazer agora? E também, seremos capazes de retornar ao nosso mundo?
– Eu vou explicar isso a você e aos outros de uma vez amanhã. Agora, está tarde e você deveria descansar um pouco. Mas antes de você ir, eu quero que você me empreste seu computador para que eu adicione algumas funções convenientes nele.



Então a manhã veio.
Depois de comer uma boa comida e de um sono restaurador, os rostos de todas as crianças pareciam renovados. Os ânimos de todos os Digimons estavam restaurados também e eles retornaram às suas formas Crianças.
Depois do café-da-manhã, todo mundo dobrou os cobertores de suas camas. Ninguém as tinha instruído a fazer isso. Depois de ver Yamato começar, todo mundo seguiu o exemplo.
Como se tivessem calculado o momento que elas terminariam, Gennai e Centalmon chegaram à porta bem quando as crianças terminaram de arrumar tudo.
Se sentando confortavelmente, as crianças esperaram Gennai começar a falar.
Primeiro, Gennai devolveu o computador de Koushiro. Na lateral do computador havia uma entrada que tinha sido obviamente adicionada no improviso. Quando Koushiro perguntou o que era aquilo, Gennai explicou: – É uma entrada que envia informação do seu Digivice para o Analisador Digimon.
Aparentemente, o Digivice tinha uma função de registrar informação dos Digimons que as crianças tinham encontrado até agora. Ligando um Digivice ao computador de Koushiro, a informação dentro dele seria exibida no programa Analisador Digimon que tinha sido instalado nele.
Depois de explicar isso, Gennai falou sobre um tópico diferente.
– A propósito, há algo que devo contar a vocês.
Gennai tinha as mãos juntas atrás das costas.
– Nas profundezas das montanhas a oeste daqui, há um castelo chamado Castelo de Vamdemon.
– Vamdemon? Quer dizer, aquele Vamdemon? – Piyomon perguntou. Os rostos de todo mundo se enrijeceram de ansiedade.
– Isso mesmo. Vamdemon está reunindo exércitos agora mesmo.
– Para nos atacar? – Palmon perguntou preocupada, mas Gennai balançou a cabeça.
– Não. Ele está se preparando para uma invasão.
– Uma invasão... onde? – Sora perguntou.
Quer fosse de propósito ou não, Gennai não respondeu imediatamente. Ao invés disso, ele limpou a garganta.
– No seu mundo. Vamdemon planeja matar a oitava Criança Escolhida no seu mundo.
Por um momento, as crianças não entenderam o que ele dissera.
– A... Oitava... Quer dizer que há outra Criança Escolhida? – Mimi perguntou.
–Mmm – Gennai disse acenando com a cabeça.
–Vamdemon parece acreditar que a oitava criança está em Hikarigaoka, mas nós sabemos que a criança não vive mais lá. Mas onde quer que ela viva agora... isso nós não sabemos. Porém, as Crianças Escolhidas cumprirão seus destinos quando todas as oito estiverem juntas. Se mesmo uma de vocês estiver faltando, será a ruína de ambos esse mundo e do de vocês. Por favor, crianças. Encontrem seu oitavo companheiro e o protejam.




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