
O caixão de Vamdemon ficava no subsolo de Hikarigaoka. Era protegido por uma barreira mágica que fazia os humanos inconsientemente evitarem se aproximar daquela área. Mesmo olhando naquela direção, tudo que eles viam era escuridão opaca.
Tailmon e Wizarmon abriram o caixão. Dentro dele estava uma caixa com vários selos mágicos. Vamdemon devia ser o único capaz de abrí-la, mas com o conhecimento das artes secretas de Wizarmon, destrancá-la era só uma questão de tempo.
Quando ele conseguiu desfazer o selo final, ele abriu a caixa para pregar o brasão verdadeiro. Havia dois ali dentro. Os que Sora não conseguira pegar quando roubou os brasões do armazém. Silenciosamente, eles confiscaram os dois.
Mas quando voltaram apra Odaiba já era quase a alvorada.
– Vocês estão atrasados. Já é quase de manhã.
Na entrada para Odaiba, Pico Devimon e Vamdemon estavam esperando por eles.
– Esses olhos. Olhos que nunca perdem a esperança, não importam as circunstâncias. Olhos que acreditam no amanhã. São o que eu mais odeio. – Vamdmeon disse, seus lábios curvados num sorriso.
– Eu sei a verdade. E pensar que você é o parceiro Digimon da oitava criança. Irônico, não é? Eu pretendia matar a oitava Criança Escolhida antes que ela tivesse a chance de encontrar seu parceiro Digimon...
Seu olhos se estreitaram.
– E ainda assim fui eu que trouxe o parceiro dela a esse mundo. Mas, desse modo, você me poupou o trabalho.
– Dê isso à Hikari.
Assim que Tailmon secretamente passou o brasão para Wizarmon, Vamdemon atacou.
– Tailmon!
Não tinha como ela vencer. Depois que Tailmon levou um golpe direto do chicote vermelho, ela parou de se mover.
Wizarmon levantou o bastão no ar e lançou um feitiço. Nuvens sombrias apareceram acima de sua cabeça de uma vez.
– Nuvem Trovão!
Relâmpagos caíram na direção de Vamdemon. Teria sido um golpe direto.
Mas em Vamdemon, que esteve acumulando energia com seu banquete, não fez efeito algum.
– Asas Espantosa!
Wizarmon foi varrido pela onda de morcegos e lançado ao mar.
– Ah! O brasão! – Pico Devimon gritou a plenos pulmões.
– Não importa. COm ela, eu posso achar a criança.
Vamdemon agarrou a Tailmon inconsciente.
A luz do amanhecer subia no horizonte.
– Não precisamos nos apressar. Vamos esperar até a noite de amanhã. Até lá, reúna todos os outros aqui.
Vamdemon ordenou a Pico Devimon e subiu a bordo de sua carruagem.
A carruagem sem cavalos se misturou à névoa e desapareceu. A névoa flutuou para longe.
Wizarmon afundou no oceano.
Em seu punho apertado, ele segurava os dois brasões.
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