12 setembro 2026

Digimon Adventure - Capítulo 7.9: Mais Uma Vez para o Digimundo



Imediatamente depois de Jou e Takeru mergulharem na neblina cobrindo Odaiba, as faixas de diferentes terras no céu começaram a aparecer uma depois da outra. Também estava acontecendo ao longo do planeta inteiro ao mesmo tempo.
As faixas aumentavam de tamanho conforme o tempo passava, e dava pra ver que estavam baixando a altitude lentamente.
Aviões das Forças Armadas dos Estados Unidos que se aproximavam para investigar se tornavam inoperáveis e se desligavam quando chegavam perto. Partes dos aviões que entravam em contato com aquilo eram cristalizadas.

No Tibete, uma montanha inteira foi cristalizada porque o topo tocava as faixas que desciam.
Naquele ritmo, se nada fosse feito, seria uma questão de tempo até o mundo inteiro acabar cristalizado.
Nenhum ataque disparado contra aquilo tinha qualquer efeito, mas um estranho fenômeno aconteceu. Criaturas que eram vistas de dentro das faixas começaram a descer para a Terra.
Eram Digimons, é claro, mas ninguém sabia disso.
Comparado àquele pânico de escala mundial que o planeta inteiro sofria, o incidente da neblina em Odaiba era só uma ocorrência local, então não era tratado com tanta importância.



O avião de passageiros Voo 117 partindo de Londres para Narita estava no meio do voo quando as pontas das asas principais tocaram uma faixa e se cristalizaram. O avião começou a mergulhar, incapaz de manter o controle.
Chikara Hida estava no avião, tendo ido a Londres para trazer os restos mortais de seu filho que morrera lá. Enquanto os outros passageiros gritavam e itens voavam à solta, ele rezava fervorosamente para que ao menos sua nora e seu neto, que ainda era muito jovem para sequer entrar no jardim de infância, se salvassem.
O avião de repente se endireitou. O homem achava que suas orações tinham sido respondidas e que um milagre acontecera.
Eles aterrissaram gentilmente em segurança na Baía de Tóquio, como se tivessem brotado asas do avião.
Chikara assumiu o comando, guiando os outros passageiros para evacuar na superfície da água, escorregando para junto deles quadno todo mundo saiu.
Enquanto ele estava ocupado, seu neto Iori testemunhou criaturas estranhas voando para longe no céu noturno. Era um homem pássaro de vinte metros e um besouro rinoceronte vermelho tão grande quanto.
Levaria ainda alguns anos até Iori descobrir que eram dois Digimons chamados Garudamon e Atlur Kabuterimon, e que tinham sido eles que agarraram o avião para pousá-lo em segurança na água.



– Bom trabalho, Piyomon.
 Obrigado, Tentomon.
Sora e Piyomon disseram, recebendo seus Digimons que revertiam dos níveis Perfeitos.
– Fico feliz em ser útil – Piyomon respondeu, escondendo o cansaço.
– Mas esse lugar não é o único com problemas.
Com as palavras de Tentomon, as crianças olharam umas para as outras.
Uma motocicleta veio na direção delas. Era o irmão de Jou, Shin.
– Todo mundo na Grande Visão acordou. Vocês não precisam se preocupar mais.
– Bom. Sendo assim...
Taichi olhou para os outros.
– Precisamos ir.
As crianças  olharam de volta para eles com rostos sérios. Koushiro olhou para o alto, pro cenário acima deles e falou:
– Faz alguns dias desde que deixamos o Digimundo. Vários anos podem ter se passado por lá enquanto estivemos aqui. As distorções no Digimundo devem estar intensas. Pode ser por isso que estavam ven aquilo.
– Yamato olhou para cima também: – Somos os únicos que podem fazer alguma coisa a respeito.
– Além disso, precisamos nos apressar – Sora olhou em volta. – O que aconteceu com o avião está acontecendo no mudno todo. Nossos eletrônicos estão enlouquecendo e, com Digimons aparecendo, ainda mais problema pode acontecer.
Todo mundo pôde ver sem ter que colocar em palavras. Agora mesmo, eles estavam checando se todo mundo sentia o mesmo.
– Os hospitais estão com problemas. Pode haver gente no meio de cirurgias agora mesmo.
Jou disse parecendo mais tendo que o normal.
– Mas como a gente vai pra lá? – Mimi perguntou olhando preocupada para os outros. Ela tinha pego de volta seu chapéu marca registrada em algum momento e estava pronta para ir.
– Isso deve servir – Takeru segurou o Digivice. – Quando fomos ao Digimundo pela primeira vez, esses Digivices vieram voando para nós e brilharam.
– Isso mesmo. Nossos Digivices nos guiaram – Taichi disse, segurando seu próprio Digivice também. Agora que ele sabia que seus pais estavam seguros, ele não hesitou.
– Todo mundo, segurem seus Digivices.
Taichi estava certo de si próprio. Eles tinham achado a oitava criança, Hikari, e todas as oito Crianças Escolhidas estavam juntas lá.
As crianças reuniram seus Digivices, erguendo-os para o céu. Os Digivices começaram a brilhar, criando um círculo de luz.
Um arco-íris se estendeu verticalmente do círculo em direção às faixas no céu noturno.
– Takeru...
A mãe de Takeru, Natsuko, correu até ele.
– Mamãe, sinto muito que a gente tem que ir de novo, bem quando todos nós quatro estávamos juntos de novo.
– Temos que ir. Prometo trazer o Takeru de volta em segurança. – Yamato disse, procurando as palavras certas enquanto falava seriamente para Natsuko.
Natsuko ainda parecia querer dizer alguma coisa, mas foi Hiroaki Ishida quem a parou.
– Deixe eles irem. Precisamos ter fé nos nossos próprios filhos.
Koushiro olhou para os pais, que acenaram para ele silenciosamente. Koushiro acenou de volta dizendo "Eu vou", e entrou no arco-íris. As outras crianças e os Digimons o seguiram.
As oito crianças e os oito Digimons subiram lentamente no ar, sendo carregados pelo arco-íris vertical.
Foi nesse momento que as crianças puderam ver as pessoas da Grande Visão correndo para eles. Entre elas estavam os pais de Taichi, a mãe de Sora, os pais de Mimi e os de Jou.
– Mamãe...
– Mamãe! Papai!
– Pai! Mãe!
– Eu prometo... Prometo que vamos voltar em segurança!
Os sentimentos que eles mantinham pra si mesmos explodiram e lágrimas fluíram dos olhos das crianças. Elas não sabiam se suas vozes podiam ser ouvidas, mas acenaram com as mãos com força. Ambos os lados ficavam menores e menores do ponto de vista um do outro enquanto as crianças continuavam subindo pelo arco-íris, mas elas não paravam de acenar.
Em pouco tempo, as oito crianças e seus Digimosn desapareceram no Digimundo e o arco-íris desapareceu no ar atrás deles. Dava pra ver tudo claramente, mesmo do lado oposto da costa de Odaiba, em Shinbashi.




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