
Ainda era de manhã, então os únicos no parque público adjacente ao complexo de apartamentos de Odaiba eram as sete crianças e seus parceiros Digimons.
– Takeru também – Yamato disse, falando por seu irmão. Takeru tinha retornado para sua mãe em Sangenjaya no dia anterior.– Aparentemente houve um grande incidente. Eu tinha acabado de entrar na escola primária naquele tempo. – Nem mesmo Taichi Yagami, que falara isso, se lembrava do incidente até ouvir de sua irmã mais nova Hikari.
– Aqui está um artigo de jornal sobre isso. Mas não tem muitos detalhes.
Koushiro Izumi mostrou a tela de seu laptop. A biblioteca ainda não estava aberta, então ele não podia usar os arquivos de microfilme. Ao invés disso, ele procurou na internet na base de dados da companhia do jornal.
Jou Kido leu o título do artigo: – Um atentado terrorista num complexo de apartamentos em Hikarigaoka, huh? Pensando bem, Acho que ouvi as pessoas falando sobre isso na época.
– Sabe, quando eu vi Greymon pela primeira vez... – Mimi Tachikawa disse lentamente pensando (Palmon, que tinha digivolvido de Tanemon naquela manhã, estava do lado dela). – Eu pensei que ele parecia familiar. Mas como era nosso primeiro dia no Digimundo e tantas coisas confusas aconteceram naquele dia, eu só pensei que foi um engano.
– Sabe, quando eu vi Greymon pela primeira vez... – Mimi Tachikawa disse lentamente pensando (Palmon, que tinha digivolvido de Tanemon naquela manhã, estava do lado dela). – Eu pensei que ele parecia familiar. Mas como era nosso primeiro dia no Digimundo e tantas coisas confusas aconteceram naquele dia, eu só pensei que foi um engano.
O incidente de quatro anos atrás.
Em 1995, Taichi e os outros viviam em uma sessão do complexo de apartamentos de Hikarigaoka. Na noite de um dia de primavera, uma luz repentina surgiu da tela do computador do pai de Taichi. A primeira a notar foi Hikari, que na época ainda era muito jovem para sequer entrar na pré-escola. Ela sentiu algum tipo de presença dentro do monitor, mesmo que a tela não mostrasse nada.
Em 1995, Taichi e os outros viviam em uma sessão do complexo de apartamentos de Hikarigaoka. Na noite de um dia de primavera, uma luz repentina surgiu da tela do computador do pai de Taichi. A primeira a notar foi Hikari, que na época ainda era muito jovem para sequer entrar na pré-escola. Ela sentiu algum tipo de presença dentro do monitor, mesmo que a tela não mostrasse nada.
Seu irmão mais velho, Taichi, foi o segundo a notar. Quando Taichi viu, um ovo ainda maior que um de avestruz brotou da tela.
Do ovo nasceu uma criatura rosa redonda, Koromon. Taichi e Hikari esconderam Koromon de seus pais. Mas não por muito tempo.
Koromon digivolveu em uma forma maior, ganhando braços e pernas para conquistar a aparência de um pequeno dinossauro chamado Agumon. O Agumon daquela vez era muito maior que aquele atualmente ao lado de Taichi e seus amigos em 1999.
– Eu pensei que só parecia grande daquele jeito pra Hikari porque ela ainda era menor na época. Mas quanto mais elas descrevia, eu comecei a lembrar mais sobre aquele Agumon. Era bem maior que um adulto.
– Então é por isso que Hikari disse que eu estava pequeno dessa vez quando ela me viu ontem – o Agumon com eles agora murmurou pra se mesmo.
– Então é por isso que Hikari disse que eu estava pequeno dessa vez quando ela me viu ontem – o Agumon com eles agora murmurou pra se mesmo.
O grande Agumon de quatro anos atrás tinha fugido pela cidade durante a noite com Hikari em suas costas e com Taichi correndo atrás deles. Então uma criatura que parecia ser um pássaro gigante surgiu nos céus de Hikarigaoka.
– Pensando bem agora, deve ter sido um Digimon também! Embora eu não saiba como se chamava.
Agumon e aquele Digimon pássaro lutaram, e Agumon digivolveu para Greymon.
Mesmo aquele Greymon era muito maior que o Greymon que eles conheciam agora.
Os dois Digimons gigantes liberaram uma luz bem no centro das ruas de Hikarigaoka.
Quando ouviram essa parte, as outras crianças que estavam ouvindo em silêncio se lembraram.
– Eu vi. Tenho certeza que eu vi essa luta com Takeru.
– Eu vi. Tenho certeza que eu vi essa luta com Takeru.
– Por que nós esquecemos isso até agora? – Koushiro pensou. – Algo não está certo.
– Eu fui a única que vi, e quando eu falei pra minha mãe, ele não acreditou em mim – Sora disse.
– Isso mesmo! Eu fui o único que viu na minha família, mas nenhum dos meus irmãos viu...
– Eu falei com minhas amigas no dia seguinte, mas então nós paramos de falar aos poucos...
– Muitas crianças estavam olhando das janelas dos apartamentos, mas nenhum dos adultos estava assistindo. – Hikari lembrava até esse pequeno detalhe. – Mas isso é tudo que eu lembro. Eu não sei o que aconteceu com o Koromon e o pássaro gigante depois.
Como aquele Agumon/Greymon de quatro anos atrás não falava palavras, Hikari ainda pensava nele como Koromon em todas as formas até aquele dia.
– Eu também... Eu lembro que teve uma explosão de algum tipo, mas...
Não era só Taichi que não conseguia lembrar o que aconteceu no fim de tudo. Mas o que restava eram os sinais de batalha ao longo da cidade. Passarelas foram destruídas e buracos gigantes foram abertos no meio das ruas.
– Não deve ter um só adulto que viu aquilo. Por isso foi tratado como atentado terrorista.
– Mesmo que tivessem visto, provavelmente não acreditariam. É como o modo que lidaram com Shibuya ontem.
Yamato tinha visto a luta de Were Garurumon e Angemon contra Vamdemon em Shibuya, mas os canais de TV informavam como um bombardeio de origem desconhecida.
– Aparentemente houve interferência eletromagnética ao longo de Shibuya, e as gravações em vídeo estavam cheias de estática, então nada pôde ser visto neles – Jou disse, relembrando as notícias daquela manhã. Ele não tinha ideia de que os informes eram resultado de uma luta de Digimons até ouvir os relatos de seus amigos.
– Mas tem algo estranho aqui. Especialmente comparado com o que aconteceu quatro anos atrás. Greymon e os outros Digimon de antes eram muito maiores que os nosso de agora. O que é ainda mais estranho... – Koushiro olhou em volta para o grupo. – O que é ainda mais estranho é que todos nós vivíamos em Hikarigaoka quatro anos atrás, mas agora todos nós moramos em Odaiba.
Devia haver multidões de crianças que testemunharam o incidente em Hikarigaoka. Então por que é que eram as sete delas em Odaiba que eram as Crianças Escolhidas? Era uma mera coincidência?
Poderia a razão dela serem as Crianças Escolhidas ser porque elas tinha ido ao acampamento?
– Acho que meus pais disseram que era muito assustador continuar vivendo num lugar onde aconteceu um atentado terrorista, por isso nós nos mudamos.
– Eu me mudei porque era mais perto do local de trabalho do meu pai.
Yamato não queria lembrar além disso. Ocorreu a ele que os filhos terem visto ou não um monstro gigante tinha sido uma das muitas brigas que seus pais tiveram antes do divórcio. O divórcio e a mudança tinham acontecido basicamente ao mesmo tempo. – De qualquer modo, primeiro de tudo. Devemos descobrir como proteger a Hikari do Vamdemon, certo?
– Certo. Não acredito que a irmã do Taichi era a oitava criança!
– Temos que ter cuidado. Vamdemon não é só cruel, mas impiedoso. Ele matará até os que trabalham pra ele sem nem pestanejar.
As mortes de Pumpmon e Gotsumon em Shibuya continuavam vívidas na mente de Yamato. Ele não achava que conseguiria esquecer aquela visão.
– É a mesma coisa que você me disse noite passada no telefone.
Quando Taichi foi atender o telefone, Tailmon e Wizarmon tinham desaparecido da varanda.
– Talvez seja melhor esconder a Hikari em algum lugar.
– Mas Tailmon precisa voltar – Hikari tinha ficado acordada até tarde da noite, pensando apenas nisso e esperando Tailmon.
– Além disso, as oito Crianças Escolhidas tem que estar juntas, certo? Precisamos trazer o Takeru pra cá também.
Com as palavras de Jou, Yamato desviou o olhar ligeiramente. Sora podia dizer que era porque ele não queria o irmão mais novo envolvido nas lutas. Taichi tinha um olhar complicado no rosto também, então ele deve ter pensado a mesma coisa a respeito da irmã. Hikari tinha a mesma idade que Takeru.
– O problema não será resolvido a não ser que nós oito vamos ao Digimundo juntos. Não tenho certeza do que isso significa, mas o tempo deve passar exponencialmente mais rápido no Digimundo enquanto estamos aqui. Acho que precisamos nos apressar.
Diante das palavras de Koushiro, Mimi falou, soando farta: – Mas Vamdemon e os lacaios já estão aqui em Tóquio. O que nós fazemos quanto a isso?
– Talvez seja melhor esconder a Hikari em algum lugar.
– Mas Tailmon precisa voltar – Hikari tinha ficado acordada até tarde da noite, pensando apenas nisso e esperando Tailmon.
– Além disso, as oito Crianças Escolhidas tem que estar juntas, certo? Precisamos trazer o Takeru pra cá também.
Com as palavras de Jou, Yamato desviou o olhar ligeiramente. Sora podia dizer que era porque ele não queria o irmão mais novo envolvido nas lutas. Taichi tinha um olhar complicado no rosto também, então ele deve ter pensado a mesma coisa a respeito da irmã. Hikari tinha a mesma idade que Takeru.
– O problema não será resolvido a não ser que nós oito vamos ao Digimundo juntos. Não tenho certeza do que isso significa, mas o tempo deve passar exponencialmente mais rápido no Digimundo enquanto estamos aqui. Acho que precisamos nos apressar.
Diante das palavras de Koushiro, Mimi falou, soando farta: – Mas Vamdemon e os lacaios já estão aqui em Tóquio. O que nós fazemos quanto a isso?
– Bem...
Havia tantos problemas que ninguém conseguia pensar num jeito substancial de como começar a atacar.
– Taichi!
Eles ouviram a voz de uma criança pequena se aproximando de fora do parque.
– Hey, Daisuke! Como vai?
Taichi correu na direção da voz para impedir que seu dono entrasse no parque e visse os Digimons.
– Quem é ele? – Jou perguntou a Hikari, mas foi Sora quem respondeu.
– É uma das crianças do clube de futebol. Se bem me lembro, ele está na segunda série. É da mesma idade de Hikari e Takeru.
Depois de alguns momentos, Taichi retornou para eless com o rosto pálido.
– Tem monstros descontrolados em Tóquio. Aparentemente está nos jornais. Devem ser Digimons.
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