
– Quando você voltar pro seu mundo, diga oi a sua mãe por mim – Piyomon disse torcendo por Sora enquanto elas sentavam no galho de uma grande árvore na floresta do Lago do Olho do Dragão.
– Okay... – Sora acenou sinceramente. – Eu preciso te agradecer, Piyomon. Eu vinha entendendo minha mãe errado há um longo tempo. Mas graças a você, eu a entende melhor. Acho que u vou me dar muito melhor com minha mãe agora.
Sora encarou Piyomon com um sorriso e disse em voz baixa: – Sério.
– Se for mesmo verdade, então eu vou ficar tão feliz! – Piyomon bateu as asas rosadas abertamente para tentar transmitir o quão feliz estava. – Achei que eu era só um incômodo pra você porque eu continuava dependendo de você.
Sora de repente puxou Piyomon para um abraço apertado.
– Isso não é verdade. Nunca foi...
Ela deve ter pensado que Piyomon ficaria triste se ela mostrasse lágrimas. Mas Piyomon ouvia e sentia os tremores que vinham em sua voz e seu corpo, então Piyomon abraçou Sora de volta tãoa pertado quanto. Assim ela sempre se lembraria de seu cheiro e de como a sentia...
Jou e Gomamon evitavam olhar um pro outro diretamente. Ao invés disso, eles olhavam para os reflexos um do outro na calma superfície de lago em frente a eles.
– Eu posso não ter sido uma boa dupla pra você, Gomamon, mas eu me diverti muito – Jou disse.
– Eu também. A propósito, boa sorte com os seus estudos quando voltar pro Mundo Real – ele deu um tapinha no ombro de Jou.
– Sim – Jou acenou sem hesitação, e então estendeu a mão para Gomamon.
– Hm? O quê?
– Vamos appertar as mãos.
– Huh? Okay.
Gomamon esfregou a mão sem seus pelo como uma toalha para limpar a sujeira antes de oferecê-la a Jou, que disse:
– Ahh...
Gomamon olhou para ele sem expressão: – O quê?
– Então no fim isso era mesmo uma mão.
Gomamon pareceu irritado por um breve momento, mas sua expressão franzida imediatamente mudou para um sorriso. Quando ele conheceu Jpu pela primeira vez, Jou era um cara muito honesto que não consguia nem fazer uma piada. mas agora...
– Hahahahaha!
Gomamon riu. Jou riu. Eles olharam um para o outro e riram ainda mais. Eles podiam ver lágrimas caindo dos olhos um do outro, mas nenhum deles trouxe isso à tona.
Koushiro discutia com Gennai e Andromon que precisariam de algum tipo de veículo para retornar ao Mundo Real, e eles decidiram usar os restos de um bondinho que ficava no estreito banco de areia que dividia o lago.
Enquanto Gennai e Andromon prendiam propulssores do lado de fora, Koushiro estava sentado no assento do condutor do bonde, injetando a localização de Odaiba no destino.
Ao lado dele, Tentomon observa feliz as mãos de Koushiro deslizarem habilmente pelo painel.
De repente, as mão de Koushiro pararam.
Com um olhar suave em seu rosto, Koushiro disse a seu parceiro com uma voz abafada: – Te-Tentomon...
Tentomon sabia que Kouhsiro estava prestes a dizer adeus a ele, e respondeu um pouco choroso: – Koushiro...
Mas as palavras de despedida de Koushiro foram:
– De verdade... Eu... Eu estive muito aos seus cuiados – com sua maneira cortês de sempre.
– Ahh... Até no fim você fala comigo como se fôssemos estranhos! – Tentomon respondeu.
– Sinto muito. Sinto muito mesmo. Mas quais são as palavras certas que eu tenho que dizer numa hora assim...?
Koushiro também tinha pensado que havia um jeito diferente, mas quando chegou a hora de dizer, ele acabou falando em seu tom de voz normal.
– Hmm, essa é uma pergunta difícil. Mas eu não acho que você precisa se forçar a procurar as palavras certas. Está tudo bem falar formalmente. Tenho certeza que um dia vai chegar um tempo que você vai conseguir dizer essas palavras naturalmente.
Tentomon disse isso e segurou a mão de Koushiro.
Kouhsiro retornou o aperto e disse: – Você acha mesmo? Também espero que sim...
Tentomon acenou com a cabeça em silêncio. E, de todo coração, ele disse:
– Faça seu melhor, Koushiro. Você não conseguiu aqui comigo porque estamos sem tempo, mas eu espero ao invés disso que, um dia, você terá uma conserva natural com seu pai e sua mãe no Mundo Real. Uma que seja só uma conserva entre uma criança de verdade com os pais...
No centro da campina, Takeru e Patamon se abraçavam soluçando.
– Waaaaah! Waaaaah!
– Takeru, não chore! – Patamon disse, mas ele também chorava.
– Mas... Mas nós não vamos mais nos ver!
– Isso não é verdade! O seu mundo e o meu têm o mesmo tempo agora, então vai chegar um dia quando a gente vai se ver de novo.
Com essas palavras, Takeru piscou: – Mesmo?
Sim! – Patamon acentiu com a cabeça. – Nós nos encontramos de novo depois de Devimon.
– Sim. Foi porque eu acreditava que a gente ia se ver de novo.
– Você tem que acreditar nisso de novo!
– Okay – as lágrimas de takeru mudaram para um sorriso, e ele estendeu o dedo mindinho. – Então, vamos nos enconrar de novo. É uma promessa.
– Okay!
Patamon agarrou o mindinho de Takeru com ambas as mãos e eles fizerma um juramento do mindinho.
Yamato e Gabumon sentavam ao lado um do outro no leito do rio.
– ...
– ...
Nenhum deles falou.Eles se separariam sem dizer nada um pro outro? Sem quer que acabasse assim, Gabumon juntou coragem e falou primeiro.
– ... Ei, Yamato?
– ... Sim? – Yamato olhou para o rosto de Gabumon.
– Posso ouvir de novo? A sua gaita.
Yamato respondeu prontamente: – ... Okay – e acenou.
A gaita de yamato tocou uma melodia triste cheia de pesar.
Gabumon se deixou levar e pensou "Não precisa e palavras".
No coração de Gabumon, ele sentia os sentimentos de Yamato, que erma mais do que palavras podiam transmitir...
O vento carregou a música de Yamato para onde Taichi e Agumon estavam.
Taichi resmungou baixinho "Droga, Yamato" e chutou o chão, virando as costas para Agumon.
– Qual o problema? – Agumon perguntou preocupado com a humor repentino de Taichi.
Taichi secretamente limpou uma lágrima que inesperadamente rolou por sua bochecha e se virou, forçando um sorriso animado.
– Nada.
– Oh.
O lugar onde eles estavam era memorável apra ambos, e Agumon apontou um lugar no chão sujo: – É esse lugar, certo? Taichi. Foi aqui que eu usei minha Chama Neném pra acender a fogueira.
– Sim, isso mesmo. Aquela fogueira queimou a cauda de Seadramon e isso deixou ele furioso.
– Huh? Foi minha culpa?
– Não, porque fui eu que cutuquei o fogo. Ahahaha!
– Taichiii – Agumon resmungou encarando Taichi, mas seus olhos brilhavam.
– Aqui – Hikari disse segurando o apito que carregava em volta do pescoço.
Tailmon piscou surpresa. – Tem certeza?
Hikari ffranziu seus olhos adoráveis e disse: – Sim.
Ela colocou o apito em volta do poescoço de Tailmon.
– Obrigada.
Ela sabia que Tailmon estava preocupada com o quão infantil pareceria para os outros com um apito em volta do pescoço, então Hikari a elogiou. – Fica muito bem em você.
– Você acha? – disse Tailmon, parcecendo contente. – Bem... Se cuida... Hikari.
Tailmon provou cada palavra de despedida cuidadosamente em sua boca enquanto as dizia.
Ela achava que Hikari podia explodir em lágrimas, mas ao invés disso, Hikari sorriu. – Sim. Até a próxima vez.
– Próxima vez?
– Sim. Próxima vez.
O jeito confiante com que Hikari dizia isso confundiu Tailmon, mas Tailmon se sentiu sortuda que Hikari não chorara.
Se Hikari tivesse chorado, então Tailmon definitivamente teria chorado também... O que teria sido bom, mas Tailmon sentia que não era de sua própria natureza.
Dentro de uma floresta que estava cheia de placas de trânsito sem sentido,
– Palmooooon! Palmooooon!
Mimi gritava o nome de sua parceira enquanto caminhava.
Quando ela alcanço os Gekomons, ela perguntou: – Vocês viram Palmon?
Quanod um dos Gekomons respondeu: – Não, não vimos, ribbit.
– Oh...
Ela parecia triste. Quando os Gekomons perguntaram o que havia de errado, ela disse.
– Não consigo achar Palmon em lugar nenhum. Oh, onde ela foi? Não temos muito temo restando. Palmoooon! Palmoooon!
E ela se pôs a andar de novo, procurando num lugar diferente.
O eclipse solar acabaria em breve.
Enquanto Gennai e Andromon preparavam o trem que levaria as crianças para o Mudno Real, as crianças se reuniram depois de dar adeus aos Digimons.
Cada criança estava com seu parceiro, menos Mimi. Mimi estava sozinho, chorando suavemente. Sora estava confortando ela.
– Já terminaram de se despedir? – Gennai as chamou. – Nós já terminamos aqui também. Todo mundo a bordo do bondinho.
– Bem... – Sora olhou para Mimi e disse hesitantemente. – Queremos um pouco mais de tempo. Só um pouquinho.
– Isso é impossível. O portal não vai esperar.
– Foi o que eu pensei...
– Qual o problema?
– Agumon respondeu a Gennai: – Palmon desapareceu. Pra onde ela foi?
Dentro da floresta, Palmon olhou para o eclipse cheia de sofrimento.
– Mimi...
Então os Gekomons chegram. Ela tentou se esconder nos arbustos imediatamente, mas os Gekomons já a tinha visto. Elas chamaram:
– Ah, aí está você, ribbit.
– Mimi estava procurando você, ribbit.
Palmon desistiu de fugir.
– Eu sei... Mas eu não quero vê-la – ela disse com a voz baixa.
Sem saber por que, os Gekomons perguntaram: – Por que não, ribbit?
Palmon gritou desesperadamente em aflição: – Porque dói dizer adeus se a gente não vai mais se ver! Então...é melhor se eu não for... – e ela começou a soluçar de novo.
Os Gekomon epseraram ela se acalmar, e tnão perguntaram: – ... Isso é melhor melhor, ribbit?
Mas quando Palmon não respondeu, eleas a pressionaram.
– Isso é mesmo o que você quer, ribbit?
– Tem certeza que não vai se rrepender disso depois, ribbit?
– ...
Palmon ergueu a cabeça e começou a brigar consigo mesma em seu coração.
– Bem, pessoal. Se cuidem – Taichi disse por todas as Crianças Escolidas.
Do lado de fora do bondinho para vê-las estavam Agumon, Gabumon, Piyomon, Tentomon, Gomamon, Patmaon, Tailmon, Gennai, Andromon, Centalmon, Elemon carregando o Botamon recém-nascido, Meramon, Yukidarumon, e as multidões de Digimons que Mimi e Jou trouxeram com eles.
Falando por todos os Digimons, Agumon disse com um sorriso: – Vocês também!
Como que pra afastar o gosto ruim da despedida, Tailmon soprou o apito que Hikari lhe dera.
Triiiill!
A torre de aço erguida no banco de areia enviava eletricidade ao longo das linhas de força para o pantógrafo no topo do bondinho.
O veículo começou a se mover lentamente em direção ao portal que parecia um eclipse solar. Em direção ao Mundo Real.
– Adeus!
– Adeus!
As crianças e os Digimons acenaram uns para os outros se despedindo...
Enquanto todo mundo estava olhando das janelas e acenando relutantemente para os Digimons, Mimi se sentava sozinha, soluçando em suas mãos.
Sora olhou para ela como se estivesse se perguntando se deveria dizer alguma coisa. mas ela não sabia o que dizer para confortá-la.
Só então, Mimi se levantou abruptamente e abriu a janela mais próxima dela, pondo a cabeça pra fora e gritando.
– Palmooooon!
Na margem do lago que podia ser vista abaixo, Palmon estava correndo enquanto balançava os braços selvagemente.
– Mimiiiii! Mimiiiiiii!
Agumon e os outros Digimons também estavam atrás de Palmon.
– Mimi! Me desculpa! Me desculpa! – ela disse freneticamente se desculpando com uma voz rouca de tanto chorar. Mas claro, Mimi sabia como Palmon se sentia.
– Está tudo bem! Está tudo bem! Adeus! E obrigada!
Enquanto Mimi acenava de volta, seus braços acertaram o chapéu que ela usava. Ele caiu de sua cabeça e desapaceu, carregado por uma briga limpa...
Próximo à Cidade do Princípio, numa campina vazia, o alarme no cruzamento da ferrovia tocava alto.
Orgemon, que estava ali por acaso, olhou para cima e parou de andar.
O chapéu de Mimi veio flutuando do ar como uma folha. Orgemon tentou pegá-lo, mas uma lufada de ar soprou de novo e roubou o chapéu para longe.
Em algum lugar nos céus lá em cima, Orgemon entendia, as Crianças Escolhidas estavam rumando de volta para o Mundo Real naquele exato momento.
E, virando os olhos para o céu, ele murmurou algo enquanto respirava, antes de continuar andando.
Os céus do Mundo Digital, em seus brilhos ofuscantes, eram tão vívidos quanto o céu de Agosto no mundo real...


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