
A primeira a renascer foi a ilha dos começos.A ilha modelou todos os tipo de paisagens geográficasque foram copiadas para fazer um novo céu, mar e terra.— "Livro Digimon de Revelações", capítulo 28, Versículo 12
Naquele céu vazio, o primeiro lugar no Digimundo onde as crianças aterrissaram, a Ilha Arquivo, estava se reconstruindo diante dos olhos delas.
Cantarumon falou: – A Ilha Arquivo é pequena, mas contém vários terrenos e climas porque originalmente era conhecida como Ilha dos Começos. Esse nome se originou de registros de quando o Digimundo foi criado. É como uma cópia em miniatura de todo o Mundo Digital, para resumir. Eu aprendi isso decifrando as inscrições de uma parte diferente da Antiga Região Dino. O Digimundo está se recriando agora, uma vez mais, usando os dados da Ilha Arquivo como base para criar um novo mundo.
Eles podiam ver partículas de luz se reunindo em um ponto da Ilha Arquivo.– A Cidade do Princípio, certo? – Mimi perguntou, ao que Gennai assentiu com um aceno sonoro.
– Sim.
– Novos Digimons irão nascer!
– Ei, vamos lá conferir!
A Cidade do Princípio estava recuperando suas juventude vibrante. Múltiplos Digitamas apareciam no chão acolchoado, esperando seus nascimentos.
No começo do mundo, quando o Digimundo ainda estava em caos, o mundo escolheu a ideia de evolução.
Decidindo que esse processo envolveria o próprio Digimundo evoluindo, ele criou a Homeostase para essa necessidade. A Homeostase trabalhava principalmente em detalhes minuciosos de segurança dentro do Mundo Digital. Como a Homeostase era um sistema e não tinha forma física, ela criou Gennai e os outros atores anônimos, chamados Agentes, para servir como seus braços e pernas.
Luz e trevas são dois lados da mesma moeda. É quando luz e trevas estão em equilíbrio que o mundo fica estável e balanceado. A Homeostase trabalhava para manter essa balança igual, então quando os poderes das trevas aumentavam drasticamente, ela precisava impedi-las em ordem de impedir que o equilíbrio do Digimundo colapssasse.
E no Mundo Real, quatro anos atrás, um Digitama qualquer atravessou o portal para Hikarigaoka. Foi um acidente inesperado. Ou talvez fatídico.
Aquele Digitama rachou em um Digimon que digivolveu para Koromon, e então Agumon, e então Greymon. Uma evolução tão rápida era impensável no Digimundo.
Foi uma jovem garota humana chamada Hikari Yagami quem causou a evolução. Eles nem sabiam o que Hikari tinha de tão especial que causou essa evolução acelerada.
Homesotase enviou Parrotmon para Hikarigaoka para recuperar o Greymon. Naquela hora, eles escanearam os dados daquela curiosa garota e, para propósitos de comparação, também escaneou os dados de seu irmão Taichi, junto dos dados de todos os humanos que testemunharam a batalha entre Greymon e Parrotmon.
Homeostase usou um grupo de seus Agentes para analisar os dados obtidos. O resultado foi que eles descobriram que em cada criança existia um traço espiritual único como coragem, amizade, amor, conhecimento, pureza, sinceridade e bondade, etc. Essas características não eram sobre se elas já as possuíam ou não, mas se elas tinham o potencial oculto de possui-las.
O traço de Hikari, todavia, era diferente de todos. Era como a presença do poder da própria vida. Tinha o mesmo significado da evolução para o Digimundo, ou até mesmo o igual significado de verdade e beleza. Como um termo genérico para a fonte da vida, eles chamaram esse traço de Luz.
Quatro anos no mundo dos humanos equivalia a vários milhares de anos no Digimundo. Os traços básicos dos Digimons continuaram a evoluir nesse tempo e algumas vezes apareceriam Digimons que tinham conexões especiais com crianças do Mundo Real. Esses Digimons conquistavam a evolução rapidamente através das qualidades especiais do coração daquela criança humana, e poderiam exterminar o poder das trevas no Digimundo, que crescia em excesso.
Os Digimons e as crianças que tinham um vínculo especial um com o outro eram conhecidos como Parceiros. A fim de prover um dispositivo que transmitisse facilmente o coração do humano para o Digimon, Homeostase fez os Digivices.
Ela também fez os brasões. O design do brasão de criança era a réplica exata do design que se formava em seus corações quando sobreposto por um oscilógrafo especial.
Se os Digivices eram um dispositivo de transmissão, então os brasões eram amplificadores. Mas eles não eram feitos como amplificar incondicionalmente seus poderes. Se as crianças agissem com sentimentos malignos que iam contra seus traços especiais, seus brasões agiriam como um limitador.
Era assim que perigos no Digimundo eram superados incontáveis vezes. O confinamento do primeiro Apocalymon foi um deles, mas naquele tempo não haviam crianças e parceiros Digimon o bastante para selá-lo perfeitamente. Quatro daqueles Digimons digivolveram para as Quatro Feras Sagradas, a quem foi conferido o papel de proteger o Digimundo. Os Digimons que vivam naquele tempo registraram tudo que aconteceu no Livro Digimon de Revelações com legado para as gerações futuras.
Os Mestres das Trevas estiveram tramando tomar o controle do Digimundo por algum tempo agora, e suas atenções se voltaram para o Livro de Revelações.
Com o Livro de Revelações, eles deram forma ao seu plano maligno e usaram Nanomon para que ele fizesse um programa que construísse a Montanha Espiral. Nesse meio tempo, os quatro mestres partiram com tudo num ataque contra as Quatro Feras Sagradas para tirá-los de cena.
Apocalymon deve ter enviado seus pensamentos através da Parede de Fogo para o Digimundo. Ele plantou a ideia para as mentes dos Mestres das Trevas para que rejeitassem inconscientemente a evolução. O plano dos Mestres das Trevas teria destruído permanentemente a função da Cidade do Princípio. Era possível que, lá no fundo, eles estivessem cientes disso.
Em outra palavras, a construção da Montanha Espiral tomou a evolução do Digimundo.
No Mundo Real, as famílias das outra Crianças Escolhidas se mudaram para Odaiba mais ou menos na mesma época que a família Yagami. Talvez não fosse uma coincidência que os corações daquelas outras crianças tinham seus próprios traços especiais. Algum tipo de poder operava no Mundo Real, algo que tirou as memórias do incidente de Hikarigaoka das crianças. Se tivesse um grande design que se estendesse entre o Mundo Real e o Digital, então era um evento de nível tão alto que nem mesmo a Homeostase poderia sentir.
E o que aconteceu em seguida pode não ter sido coincidência também.
Homeostase fez seus agentes escolherem e guardarem Digitamas da Cidade do Princípio que tivessem a possibilidade de se tornarem parceiros Digimons daquelas crianças. Porém, um dos Mestres das Trevas, Piemon, descobriu o que eles estavam fazendo e atacou os Agentes. Todos, com exceção de um, foram dizimados.
O Agente solitário que sobreviveu, Gennai, tomou um Mechanorimon inimigo e partiu com os oito Digitamas e os Digivices ligados a eles. Ele apenas não pôde recuperar os Brasões. Os Digitamas eram o que reagiam com as crianças em Odaiba.
Foi naquele momento que Piemon enterrou uma pequena esfera negra, um amontoado de trevas puras, nas costas de Gennai. Era para assegurar que mesmo se Gennai sobrevivesse, ele seria impedido de se mover livremente por aí. Essa esfera negra era o protótipo do que viria a ser reformulado na Semente das Trevas, uma arma vital para os Digimon sombrios.
Enquanto ele escapava, um dos Digitamas caiu do aperto de Gennai durante o voo acima do Lado Temporário no Continente Servidor. Tailmon nasceu daquele Digitama, e durante seus longos dias vagando por aí, esqueceu sua missão, e foi levada por Vamdemon para se tornar sua serva.
Gennai despistou seus perseguidores, cruzou o oceano, e escondeu os Digitamas na Ilha Arquivo, que era uma área remota no mundo na época que ainda era coberta por uma geleira densa. Então, ele voou de novo imediatamente, se enterrando no fundo do Lago Temporário. Ele precisou criar uma barreira que impedisse que a esfera negra se ativasse.
Enquanto estava dentro da barreira, Gennai teve que pensar em como poderia suprimir os poderes da esfera negra. A conclusão à qual ele chegou foi que ele tinha que envelhecer. Desabilitando suas funções regenerativas, ele pôde impedir que a esfera negra desabrochasse.
Na Ilha Arquivo, os Digimons nasceram e esperaram seus parceiros humanos chegarem. A geleira cobrindo a ilha gradualmente derreteu e a vegetação começou a brotar.
E então, quando parecia que suas chances de derrotar as Quatro Feras Sagradas aumentavam, os Mestres das Trevas despacharam um de seus subordivados, Devimon, para a remota Ilha Arquivo a fim de iniciar a disseminação dos poderes das trevas pelo Digimundo.
A hora tinha chegado.
A balança de equilíbrio no Digimundo tinha pendido quando os poderes das trevas aumentaram, e os Digivices voaram para o Mundo Real para trazer as Crianças Escolhidas...
O primeiro Digimon que nasceu na Cidade do Princípio, depois do grande desastre, rachou bem quando Taichi e os outros estavam chegando para tirar uma foto comemorativa.
Estavam todos reunidos na frente da câmera ocular de Andromon, fazendo poses. Quando o obturador da câmera disparou, o Digitama que Hikari segurava nos braços estourou com um poof e fumaça branca, mudando para um Botamon aconchegado num bercinho fofo.
– Nasceu!
– Quem pode ser?
– Talvez seja Leomon ou Whamon!
Todos observavam apaixonadamente o choro energético do Digimon bebê.
– Então agora... – Orgemon terminou as preparações para suas viagens e se levantou. – É hora de eu ie embora.
– Espera, pra onde você vai? – Mimi perguntou.
– Eu não tenho mais negócios aqui. Vou partir numa jornada.
– O que há com essa atitude? Todos nós deveríamos viver juntos como amigos!
– É, não, obrigado. Até amis!
– Espera!
Mimi tentou ir atrás de Orgemon enquanto ele fugia a toda velocidade, mas Jou a parou: – Deixa ele ir. Precisamos aceitar que todo mundo tem seu próprio jeito de viver. Esse tipo de vida combina melhor com Orgemon. Tenho certeza.
Até agora, o tempo no Digimundo passava mais rápido que no Mundo Real.
Nos termos de tempo do Mundo Real, o Digimundo tinha nascido recentemente. Talvez seu fluxo de tempo fosse o que fazia o Mundo Real tentar acompanhar sua história a partir do big bang até o presente. Por causa disso, faltava estabilidade no Digimundo como ele era antes. Era por isso que outros mundo podiam invadi-lo tão facilmente, bem como porque ele era influenciado pelo Mundo Real.
A reestruturação dos Mestres das Trevas no Digimundo na verdade ajudou a aumentar a estabilidade. Além disso, a escala da rede de computadores no Mundo Real tinha expandido rapidamente nos últimos anos, e havia mais computadores pessoais em uso como terminais. Ambos os lados devem ter satisfazido elementos de algum tipo o suficiente, porque o tempo no Digimundo agora corria em sincronia com o Mundo Real.
Era uma indicação de que o Digimundo procedia em seus próximos passos, como sinais de ambos sua própria evolução e uma nova era para os humanos vivendo no Mundo Real.
É claro, o significado disso não não contado a ninguém. Esse era o território de "Deus". O conhecimento disso não foi transmitido à Homeostase, que era simplesmente um sistema de segurança, muito menos a um mero Agente como Gennai...
Mas mesmo Gennai era capaz de sentir que o fluxo de tempo tinha mudado.
Taichi e os outros ainda pensavam que o tempo passava de forma diferente, então ele pensavam em continuar suas aventuras no Digimundo até o fim das férias de verão no Mundo Real. Isso não ia acontecer
Um eclipse solar estava acontecendo acima da Ilha Arquivo naquele momento. Era na verdade o portal para o Mundo Real, e ia se fechar em duas horas.
Era impossível dizer quando se abriria de novo. Poderia levar vários anos ou até centenas de anos.
Gennai e os Digimons que tinham que retornar as Crianças Escolhidas, os heróis que salvaram seus mundos, para o Mundo Real antes que o portal se fechasse.
Embora fosse de partir o coração, Gennai reuniu sua coragem e deu as notícias às crianças, que não tinham ideia de nada disso e estavam planejado excitadamente suas próximas aventuras...

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