29 setembro 2026

Digimon Liberator - Debug 2.2: Bom Jogo



Das paisagens pós-apocalípticas aos distritos enfileirados de lares japoneses, diversas vistas verdes formavam a Cidade da Floresta Invisiva das Colônias Esmeraldas.
Entre elas, as ruínas replicando uma floresta tropical durante a moção se destacava com umavitalidade incomum e exuberante nessa área outrora tranquila.
Os verdes mais profundos e os sons dos pássaros e dos animais ouvidos de além da visão deixariam qualquer um ignorante de que aquilo era um espaço de realidade virtual. Tamanho era seu realismo que qualque rum teria medo que um jaguar emergisse das árvores acima, altas como torres.

De qualquer modo, não havia necessidade de ficar paranóico com coisas que não existiam.

Winr enxegou um fio de suor de sua testa com as costas da mão, sua expressão inalterada enquanto ele focava na batalha acontecendo diante dele.
Encarando-o em frente a uma pirâmide de pedra emaranhada em vinhas remanescente de civilizações antigas da América Central, estava um NPC vestido como um sarcedote, pronto para performar um ritual de sacrifício.

Combinando com sua aparência, o NPC estava usando um baralho multicolorido.
Já no campo de jogo estavam duas criaturas formidáveis de Nível 6.

Um era El Doradimon, uma tartaruga colossal adornada com uma fortaleza em suas costas.
O outro, era Saber Leomon ACE, uma fera antiga com presas brilhantes.



Nessas batalhas em Lacuna, onde se podia ver os Digimons em escala real, grandiosidade desses dois poderosos Digimons parecia ainda maior que suas espeficicações reais.
– Não, ainda não – Winr pensou. – Isso ainda não acabpu. Ainda vem mais – Era esse tipo de tensão que ele sentia.

Foi então que um vento quente soprou através da selva. Saber Leomn e El Doradimon foram envoltos numa luz intensa.

– Digievolução de DNA, huh...!



Um repentino aguaceiro caiu sobre Winr, cujo olhar endureceu ligeiramente por trás de seus óculos. Nessa realidade virtual, você não podia se molhar fisicamente. Ainda assim a intencidade da chuva quase o fazia querer se cobrir, de tão opressor que era o dilúvio.

Além da cortina de chuva surgia a personificação da chuva e do trovão – um Monstro Digital sereno e feroz, que reunia a fé de todas as criaturas da terra um sua presença.

– Tlaclocmon.


Enquanto Winr murmurava, o solo abaixo dele se expandia. Era de se esperar que um deus fosse sempre acompanhado por seu guardiões.

[Efeito do Tlalocmon]

Das profundezas da Terra foram chamados Jagamon e Tonosoma Gekomon.

Era uma jogada poderosa, desconsiderando assertivamente o custo. Devia ser o tal "bing, bang, e boom" de que Yuuki falara. Encarando-os pela primeira vez, fazia sentido que ela foi pega desprevinida.
A chuva chicoteava as bochechas de Winr com força. Com essa atmosfera agitada, a floresta inteira parecia estar contra ele.

– Fique calmo, Winnie.

Uma voz familiar chamou de cima dele. Sua parceira sempre era perspicaz com as emoções dele. Winr ofereceu um sorriso e levantou a voz.

– Eu etou bem, FunBeemon. Digo, Vespamon. Você vai se otrnar a rainha da sua colmeia. Deixe os detalhes comigo e observe seu exército se reunir.


Winr não estava só observando as jogadas do adversário pacivamente. Ele estivera constantemente usando os efeitos de todo mundo na Base Real para adicionar cartas viradas para cima na pilha de segurança e, combinado com a carta de Domador, tinha construído um ninho forte.

O NPC, cauteloso com as táticas desconhecidas, atacou a pilha de segurança e os Digimons essenciais de Winr. Audaz, o gigante Forge Beemon e o nobre Vespamon, equipado com uma lança e um escudo de energia, o impediram.



Mas isso não era tudo. Outros Digimons como Waspmon e CannonBeemon também se jogaram na frente, provocando o oponente.


Acima de Winr, o elemento chava no qual ele apostava crescia gradualmente.
As menores unidades eram pequenos prismas hexagonais. Quase insignificantes de forma isolada, cada um era cuidadosamente protegido, coletado e montado... Algumas vezes ao custo de uma vida.
Esse era o quartel general e lar deles – a colmeia aérea chamada Base Real.

Tudo bem...

Winr empurrou para trás seu cabelo encharcado de chuva. Apesar de ter momentaneamente perdido a compostura sob pressão, uma segunda olahda mostrava que a situação na batalha não era ruim afinal.
De fato, a construção da colmeia corria suave. O oponente, cauteloso com suas ações imprevisíveis, tinha feito o primeiro movimento. De um ponto de vista geral, eles tinham a vantagem.

– Quanto mais imprevisível o baralho de um oponente, mais você precisa se forçar a jogar sem entrar em pânico, Yuuki.

Winr disse para si mesmo, como se criticasse e provocasse sua amiga ausente. E com isso, ele recuperou completamente a compostura.

Agora era a vez dele.
Havia quatro cartas viradas para cima em sua pilha de segurança.

– Está na hora.

Ao estalar de dedos de Winr, sua parceira se envolveu em luz.

– Vamos lá, Winnie, veja eu me torna ruma rainha!

Uma luz se elevou em direção ao pináculo da Base Real, onde havia um trono dourado. Adornado com tema de abelhas, era uma estrutura independente equipaa com braços e seis membros multifuncionais.
Emergindo da luz vinha QueenBeemon, suas seis asas furta-cores esvoaçavam enquanto ela era recebina no trono.

A comandante e arquiteta da Base Real se sentava gracionamente em seu lugar.

– Uau! Ei, nossa armadura está ficando fina ali! Ei, você, providencie reforços! E você aí, faz tempo que você não descança. Isso é uma receita pro desastre. Pausa de cinco minutos!

Por que ela estava de pé em cima de trono?

Winr olhou para QueenBeemon com uma mistura de divertimento e exaspareação. Podia ser porque o Trono real era enorme. Ainda assim, QueenBeemon se movia como uma artista no palco, furiosamente cuidando de cada canto da vasta base, dando ordens, e ocasionalmente, mas isso podia ser só fanservice, piscando apra as abelhas operárias.

– Ei, QueenBeemon...
– Ah, descula, Winnie. É que a vista aqui em cima é tão linda que eu me empolguei.

– Você está se importanto demais – Winr pensou, reocnhecendo muito bem as qualidades de sua parceira. Talvez esse fosse o jeito dela de abraçar seu papel como rainha.

– Sério, estamos no meio de uma batalha, minha rainha.

Os lábios de Winr se curvaram num sorriso gentil enquanto ele falava com sua parceira.

– Já preparamos o nosso caminho até a vitória. É sua hora de dar o comendo.
– Certo, certo! Todo mundo trabalhou duro para nos trazer até aqui.

Limpando a garganta, QueenBeemon abriu seu leque, seus olhos verdes faiscavam por trás da máscara.

– Tudo bem então. Todo mudno, à batalha mais uma vez! Vamos mostrar a eles a nossa força!
– Vamos lá, QueenBeemon. Ataque.

Primeiro, um ataque da rainha pra começar a ofensiva.
Seu alvo era a pilha de segurança do advesário, mas...

– Sua majestade ordena, venham.

Reduzir a pilha de segurança era tão importante quando ativar o efeito ao atacar de QueenBeemon.
A habilidade da rainha chamava um Digimon na Base Real da pilha de segurança.


[Quando Atacar: (Uma Vez Por Turno) Você pode jogar 1 carta de Digimon com o traço [Base Real] da sua pilha de segurança virada para cima com o custo reduzido em 8.]

Respondendo ao comando, um raio de luz explodiu da colmeia. Descendo para o campo de batalha vinha um cavaleiro trajado de uma armadura dourada, um membro do Comando Real do exército de abelhas: TigerVespamon.
Graças ao efeito de QuennBeemon, o custo para jogá-lo foi reduzido para 4.


[Ao Jogar/Ao Digivolver: Suspenda um Digimon do seu oponente para cada carta virada para cima na sua pilha de segurança. Então, nenhum Digimon do oponente pode dessuspender até o fim do turno dele.]

Com o envio de TigerVespamon, três cartas viradas para cima permaneciam na pilha de segurança. Com movimentos fluidos, o cavaleiro conseguiu sobrepujar Tlalocmon, Tonosama Gekomon e Jagamon, prendendo-os.
No próximo turno, aqueles Digimons permaneceriam imobilizados.

Assim, a batalha não estava mais equilibrada. Agora a balança pendia a favor de Winr.

– Tudo de acordo com o plano...

Sem que se notasse, o zumbido das abelhas tinha ultrapassado o murmúrio da selva.

A colmeia era invencível, e os soldados se reuniam para protegê-la. Da rainha no topo à abelha operária, seus pensamentos estavam sintonizados.
A colmeia por todos, e todos pela colmeia – Esse era o princípio dourado que as abelhas seguiam.
Qualquer movimento que o adversário fizesse em seguida, eles iriam parar e devolver em dobro.

– Não vou deixar ninguém quebrar meu vínculo com Winr ou minha Base Real!

– Isso mesmo – Winr afirmou a declaração de QueenBeemon.
Ele nunca pensou em lutar lado a lado com alguém. Yuuki foi quem chegou nele primeiro, e depois FunBeemon pegou sua mão.

– Não é tão ruim – ele pensou.

– Hehe, o que foi, Winnie?

QueenBeemon, chamando de seu trono, parecia ver através dele como se fosse dizer que já sabia o que era. Winr franziu o lábios como se quisesse esconder as emoções atrás de seu óculos.
Até que a vitória estivesse finalizada, ele queria permanecer composto. Então, ele fez uma declaração.

– Eu vi o caminho para a vitória, o jogo acabou. Bom jogo, obrigado por jogar.


Confiar em seus amigos devia ser expresso por uma declaração direta de vitória.



– Embora, quando você pensa nisso...

FunBeemon murmurava pensativa enquanto eles voltavam das rupinas, discutindo vários usos para o tiem que o NPC dropou.

– O que foi?
– A batalha de hoje não foi basicamente uma vingança por Yuuki?

– Eu já disse que não foi. Eu não vim até aqui pra uma coisa inútil dessas – Winr respondeu com o rosto sério de sempre, suas palavras sinceras. Vencer alguém em nome de Yuuki não a faria feliz.

– Hmm, achei que a cara dizia o contrário.
FunBeemon inclinou a cabeça, confusa com seu jugamento errôneo enquanto Winr só dava de ombros.

– Mas Yuuki e Impmon provavelmente já pararam de brigar numa hora dessas, e começaram a revisar a estratégia para uma revanche.
– Provavelmente sim.
– Mas eu nãoa cho que eles vãoser capazes de aperfeiçoá-la. Não sem ajuda.
– Você é bem ácido, não é, Winnie?

Era um ciclo familiar. Yuuki e Impmon era previsíveis, e mesmo sem as habilidades observativas de FunBeemon, qualquer um podia adivinhar o que estava acontecendo.

– Quando ela ficar presa, ela definitivamente vai vir chorando até a gente.
– Winnie...
– Por isso eu preciso me preparar. Não vai pegar bem pra um 'professor' se eu parecer perdido, certo?

Embora ele tentasse soar casual, as orelhas de Winr tinham um revelador tom de vermelho, traindo seu constrangimento – um detalhe que FunBeemon notou sem precisar focar.

– Winnieeeee!
– uau, o que foi?

Farta, FunBeemon abraçou Winr apertado, fazendo-o saltar de choque.

– O que há com você, FunBeemon?
– Ei, Winnie, posso te erguntar mais uma coisa?
– Claro.

As sobrancelhas dele estavam franzidas em cautela, mas Winr assentiu. Os olhos de FunBeemon brilhavam de felicidade.

– Por que você veio pra Lacuna?
– Por quê?

Diante da pergunta, Winr inclinou a cabeça, parecendo perplexo.

– Tem muitas razões. Eu quero testar as cartas que eu compro. Eu fico curioso pra ver como o cenário principal se desenrola, e eu tenho deveres com a equipe de debug. E mesmo se não fosse isso, Yuuki faz um escândalo quando eu não logo.
– Ah! Certo, certo!

– O que você quer que eu diga?
Winr respondeu, pego de guarda baixa pelo entusiasmo de FunBeemon.

– Eu realmente não quero ficar em casa. Mamãe e Papai estão sempre brigando.

Um ano atrás, Winr respondeu a mesma pergunta daquele jeito. FunBeemon se perguntava se ele se lembrava.
Antes de ir a Lacuna, ele costumava matar o tempo em cursinhos ou arcades pra ficar longe de casa. Ele conheceu Yuuki durante o teste beta, mas mesmo naquele tempo, ele não tinha certeza se queria se aproximar de alguém. Ele sabia bem o quão fácil os vínculos entre as pessoas podiam quebrar.

– Eu até me preocupei se a gente conseguiria se dar bem...

Talvez, apra ele, esse lugar fosse uma válvula de escape. Como um ser digital que só existia em lacuna, FunBeemon se preocupava em ser capaz de ajudar Winr.
Mas ele estava de fato começando a mudar, pouco a pouco, através de suas interações com Yuuki e Impmon, e seu amizade com sua parceira.
Um ano atrás, ele era um menino inteligente que aprendia rápido, mas que não conseguiria gerenciar um baralho que exigisse supervisionar tudo e cooperar com colegas de equipe como ele fez hoje.

Era inegávelq ue Winr tinha se tornado capaz de se conectar com os outros. Isso deixava FunBeemon muito feliz.

– FunBeemon... dá pra me soltar agora?
– Hehe, desculpa.

Ainda sorrindo, Funbeemon voltou para o lado dele.

– Winnie, você vai deslogar quando a gente voltar?
– Não, eu tenho um bom pressentimento com esse baralho. Eu quero batalhar um pouco mais. Vou procurar alguém com quem jogar.
– Isso parece bom! Precisamos mostrar a todo mundo e quanto a gente se dá bem!
– O que? Você estava ouvindo o que eu disse...
– Vamos, vamos logo.

FunBeemon zumbia voando na frente.

– Ei, espera!

Embora Funbeemon desempenhasse o papel de auxiliar, talvez ela estivesse apenas seguindo seus próprios esejos. Com esse pensamento, Winr apressadamente começou a se dar a chance.

A brisa da Costa Esmeralda carregava as vozes vívidas do menino e sua parceira digital, espalhando-as através do céu.

Continua



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