13 setembro 2026

Digimon Adventure - Capítulo 8.3: Uma Briga Entre Amigos



Os oceanos estavam desaparecendo...
A área do oceano da Montanha Espiral se desmontava em dados mais uma vez e desapareceram. Tudo que estava daquele espaço vazio, onde o mundo costumava estar, era a fronteira do mundo próximo a ela.

Antes de ser pego na explosão, Leomon se preparou para morrer no momento em que escolheu bloquear o Rio do Poder com o corpo.
Ele tinha revertido a Leomon depois de gastar todas as energias, e as metades superor e inferior de seu corpo eram mantidas unidas por meras linhas.
– Não morra, Leomon! v Taichi gritou, segurando a mão de Leomon.
Atrás dele, as outras crianças e os Digimons assistiam silenciosamente. Eles não tinham outra escolhar além de ver o fim de Leomon.
Leomon soltou um longo suspiro e falou para as crianças: – Vocês se lembram da Cidade do Princípio?
– Sim?
Por que trazer isso agora? Taichi pensou. Talvez ele estivesse tendo flasjbacks de memórias esquecidas antes da morte?
– Eu já contei a vocês? Depois que um Digimon morre, ele renasce na Cidade do Princípio. Ele se torna um Digitama e tem uma segunda chance de viver. Então... não precisam sofrer por mim.
– Sério? – Takeru perguntou.
Leomon olhou nos olhos de Takeri. – Sim.
Seus olhos enrugavam e seu sorriso suavizou, ele acenou.
A metade inferior do corpo de Leomon irradiou com uma luz fraca. Suas cúluas se desintegravam em partículas brilhantes, começando das pontas dos pés, e subiu para o céu.
– De qualquer forma... – Leomon continuou. – A batalha está apenas começando. Lamento muito envolver vocês humanos em nossa luta, mas vocês, Crianças Escolhidas, são os únicos que podem salvar esse mundo. Vai ser difícil, mas boa sorte.
– Isso não é mais problema só do Digimundo . Coisas estranhas estão acontecendo no Mundo Real também. Se anda for feito, ambos os mundos serão destruídos.
Taichi contou a Leomon sobre o que tinha acontecido no Mundo Real, sobre a sombra do Digimundo no céu depois da neblina de Vamdmeon sumir, bem como a cristalização de objetos que a tocavam.
– Não acredito que isso está acontecendo... – Leomon mordeu os lábios em frustração ao ouvir as notícias.
Talvez ele tivesse apressado sua morte cedo demais. Ele desejava que um milagre acontececesse e que ele imediatamente renascesse na Cidade do Princípio, então ele poderia lutar ao lado das crianças mais uma vez, mas...
– Seja como for, desejo corte a vocês. Nossos aliados farão o que puderem para ajudar vocês. Se o destino permitir, então nos encontraremos de novo.
E então, ele parou de falar.
Os dados de Leomon viraram poeira, que subiu rumo ao céu azul.



Mimi disse que queria fazer túmulos para Leomon e Whamon, então todo mundo a ajudou.
Hikari disse: – E um para Wizarmon também.
Então o total de túmulos eram três.
Os túmulos eram estruturas simples. Pequenas pedras reunidas em três pilhas com os nomes de cada um escrito com marcador preto em pedaços de madeira para servir de lápides.
Todos se juntaram daintes dos túmulos, juntando as mãos para rezar. Todos rezaram para que as almas mortas descansassem em paz.
Todo mudno ficou em silêncio, menos Takeru, que disse em alta voz:
– Eu rezo pra que os três renasçam na Cidade do Princípio.

Ninguém quis se mover por um tempo.
Elas estavam exaustas, fisicamente e de espírito.
Mas elas não podiam ficar ali para sempre.
Taichi se levantou e disse casualmente "Vamos nessa", como se estivesse falando consigo mesmo.
– Sim – Yamato disse dolorosamente, também se levantando.
Era fácil dizer pelo como eles se levantavam lentamente que ninguém se sentia entusiasmado como o que tinham que fazer. Nenhum deles se lavantou rapidamente.
Mimi nem se incomodou em se levantar.
Ela não tinha energia para se colocar de pé?
– Mimi...
Sora segurou a mão dela para ajudá-la.
Mas Mimi não fez questão de agarrá-la. Ao invés disso, ela disse: – Eu não vou.
O jeito que ela falou não foi com seu gemido supicante de sempre, mas um tom pesado e oprimido. Isso pegou Sora de surpresa.
– O que quer dizer com não vai, Mimi?
– Nós lutamos e lutamos, e então o que ganhamos com isso? Nada de bom sai disso. Tudo que sai é tristeza e ódio. Eu não quero mais lidar com isso. Eu não vou!
Sora olhou para o rosto de Taichi, incomodada. Taichi também procurava as palavras certas para dizer a ela quando...
– Você não pode só escolher não ir – Yamato falou diretamente para Mimi. – Você está em choque pelas mortes de Whamon e Leomon. eu entendo. Mas nós precisamos lutar, ou outra pessoa vai acabar morta como eles. Você quer esse sangue nas suas mãos?
– Claro que não! Mas eu não posso ver lutas como se fossem a única resposta pro nosso problema.
– E que escolha nós temos aqui? Devíamos propor um cessar-fogo? Eu duvido que eles sequer se dariam ao trabalho de concordar com isso.
Um silêncio desconfortável caiu entre eles.
Jou pensou que era a vez dele aliviar o clima e deu um passo em frente.
– Ei, vocês dois, se acalmem. Eu entendo os dois lados. Mas vamos nos acalmar e conversar sobre isso, tá bem?
Yamato e Mimi continuaram a encarar um ao outro.
Achando que estava sendo inadequado afinal...
– Vamos Tacihi, diga alguma coisa – Jou disse, procurando por ajuda com Tacihi.
– Dizer alguma coisa... – Taichi suspirou. – Pra falar a verdade, eu estoou inquieto também. Os Mestres das Trevas são fortes demais. Se encararmos eles de frente, vamos sofrer danos. Talvez haja um jeito. Um bom jeito de passar por isso sem tanto dano...
Yamato ficou um pouco nervoso com o jeito que Taichi falou. Lutar era a única opção ali. Até mesmo Koushiro falou:
– Na verdade, eu estava pensando a mesma coisa, Taichi. War Greymon e Metal Garurumon estão na Forma Extrema, mas eles não têm a mesma quantidade de experiência que os Mestres das Trevas. O que significa que eles não são oponentes contra os quais podemos lutar. Talvez devéssemos perguntar ao Snehor Gennai ou outra pessoa qual é a fraqueza deles.
Tch. Yamato estalou a língua. Qual era o ponto de depender de outras pessoas pra isso?
Yamato sentia que não podia mais aguentar o resto deles.
Agora que eles sabiam que os Mestres das Trevas eram o inimigo real, era exatamente a hora deles se reunirem e lutarem.
Enquanto estavam na sala da tmba no castelo de Vamdemon, Yamato tinha aceitado Taichi como líder das Crianças Escolhidas. Mas agora ele não pensama assim.
Depois de ver as mortes trásgicas de Whamon e Leomon, Taichi estava vacilando.
Eles seriam capazes de continuar lutando contra os Mestres das Trevas assim? Havia uma chance de que um erro indecisivo os levasse a cavar os próprios túmulos.
Ele não podia confiar em Taichi com isso nem um pouco.
Se decidindo, Yamato disse a Mimi: – Se você não quer lutar, então vá embora.
Ela a expulsou.
Mimi sorriu friamente para ele e, sem protestar, deu meia volta e andou.
– Mimi...
Palmon correu atrás dela, junto com Sora e Jou para tentar pessuadi-la a ficar.
– Por que você disse isso, Yamato?!
Taichi agarrou Yamato pelos ombros, tentando entender suas intenções.
Mas Yamato disse sucintamente: – Ter alguém como ela por perto vai afetar o nosso moral. Se você é o líder, devia saber disse.
– Eu sabia. Por isso nós estávamos tentando persuadi-la, não estávamos?
– Você é molenga. Ou talvez eu devesse dizer, você ficou molenga. No passado, você teria feito essa decisaão. Mas a razão porque você não pode ... – Yamato olhou para Hikari. – Tem que ser porque a sua irmã está aqui.
– O que...? Do que você está falando...? – Taichi perdeu as palavras.
Ele não tinha ficado tímido porque Hikari estava com eles. Mas era verdade que ele tinha ficado mais cauteloso então tinha tinha que se machucar ou se forçar.
Como líder, ele não via isso como negativo.
Pensar em como Hikari se sentiria a respeito disso o leovu a adivinhar como os outros se sentiam.  O fez pensar em como falar, então os outros se sentiriam motivados, e como pedir coisas de modo que fizesse os outros se motivarem a fazê-las. Simpatizar  com os outros se sentiam estava afetando sua posição como líder?
Esse era um problema que Taichi precisava enfrentar e superar dali em diante. ele só precisava de um pouco mais de tempo nisso.
Mas yamato, que não entendia isso, disse: – Parece que eu estou certo.
Ele continuou triunfante: – Você é uma falha como líder.
Foi quando Koushiro, que se impedia de discutir com alguém antes, disse num tom mais forte que o normal: – Eu sou contra isso. Eu não quero reconhecer outra pessoa como nosso líder além do Taichi.
Koushiro nunca falara com ninguém de maneira tão briguenta antes, e isso chocou Yamato.
– Bem – ele falou tentando manter uma fachada de durão. – Eu devia esperar isso vindo de um dos fãs do Taichi.
Mas Koushiro não falara por lealdade a um lado.
– yamato, você é incapaz de liderar porque é emocional demais. Se o líder deixa as emocões tirarem proveito dele, então ele perde os seguidores.
Yamato odiava admitir, mas ele estava certo.
As pessoas em volta de yamato podiam achar que ele era uma pessoa fria e indiferente, mas era porque ele não mostrava o que pensava apra os outros.
Quando ele ficou assim? Ele não era assim quando mais novo. Mas depois que seus pais decidiram se divorciar e sua mãe tomou Takeru pela mão e foi embora de casa...
Não vá! Por favor, não vá! Não me deixe!
A verdade era que ele queria implorar a ela e chorar, mas não podia.
Parte disso tinha a ver com seu pai de pé ao seu lado.
Talvez sua mãe desejasse que yamato dissesse isso a ela.
Mas naquela hora, Yamato pensara  que nunca mostraria fraqueza na frente de sua mãe, mesmo que ele morresse por caus disso. Foi decisão dele seguir seu pai.
Desde que chegou ao Digimundo, mesmo Yamato ficara surpreso por quantas emoções ele tinha expressado. Todas as emoções que ele mentivera pra si em casa, na escola, tinham explodido sem pausa.
E esse Yamato era o único que Koushiro conhecia. Era por isso que a visão de Koushiro a respeito dele era de um colega de classe mais velho emocionalmente instável.
Yamato assumiu uma atitude desagradável para esconder que as palavras de Koushiro mexeram com ele.
– Eu já sabia disso há um tempo, mas parece que eu não posso trabalhar ao lado de vocês afinal. Eu vou embora. Vamos, Takeru.
E ele se virou para Takeru com um sorriso de irmão mais velho.
Mas takeru parecia incomodado.
– Ei, irmãozão, por que você não reconsidera? Precisamos de todo mundo se quisermos derrotar os Mestres das Trevas. Até o Senhor gennai disse isso. Todos os oito têm que estar juntos.
O sorriso de Yamato caiu e ele assumiu o rosto sério de um guardião quesabia o que era melhor. Ele andou até Takeru dando a ele duas escolhas.
– Você vem ou não?
– Irmãozão...
Taichi interveio, sentindo pena de takeru: – Não faça isso, yamato. O que quer que eu tenha que mudar, eu mudo. Você está colocando o Takeru numa posição difícil. Você precisa entendê-lo.
– Entendê-lo...?
Yamato olhou para Takeru de novo. COmo Tacihi disse, ele olhava perplexo para Yamato, como se dissesse "Por favor, entenda".
Yamato estava chocado.
Taichi sabia como Takeru se sentia, enquanto ele não entendia Takeru nem um pouco.
Mesmo embora eles fossem irmãos...
Bem... Bem, não tem como defender isso, tem? Podemos ser irmãos de sangue, mas nós não vivemos juntos.
O Takeru que eu conheço é o Takeru bebê de quando morávamos todo juntos como uma família. Takeru é um bebê chorão que fica extremamente tímido perto de outras pessoas e que se escondia atrás de mim quando alguém vinha visitar. Aquele pequeno Takeru. Aquele Takeru fofinho que sempre implorara pra ouvir minha gaita...
Ele está na terceira série¹ agora.
Mas o Takeru que vive dentro de mim ainda é o bebê daquele tempo. Ele não cresceu nem um dia.
Não... O que não cresceu aqui fui eu.
Desde que eu vim para o Digimundo, Takeru mudou. Foi de um bebê chorão para um lutador digno que se mantém firme sem atrasar ninguém. Ele lidou consigo mesmo por conta próprio na Cidade do Princípio, mesmo sem mim por perto.
É mesmo.
Ele não precisa de mim.
Comparado a ele, eu sou... Eu sou...

– Ei, ei! Aonde você vai, Yamato?!
Taichi ficou surpreso quanod Yamato correu pra longe de repente.
– Não vá, irmãozão! – Takeru implorou desesperadamente.
Mas Yamato não olhou pra trás. Não era que ele tivesse um lugar específico pra ir. Era mais que ele queria se afastar deles tanto quanto possível
Gabumon o seguiu freneticamente.

Enquanto Taichi e os outros não sabiam mais o que fazer, Sora retornou de suas tentativas de persuadir Mimi, parecendo abatida.
Mimi foi firme em sua decisão, e Sora não foi capaz de fazê-la mudar de ideia. Depois de discutir isso com Jou, os dois decidiram respeitar a opinião de Mimi. Eles decidiram que alguém devia acompanhar Mimi e continuar a persuadi-la a voltar para o grupo uma vez que ela entendesse.
Sora disse que assumiria esse papel, porque seria melhor para as garostas viajarem juntas, mas...
– Deixa ela comigo.
Jou  foi estranhamente assertivo.
– Acho que cada um de nós tem um papel a cumprir, do mesmo modo que cada um dos nossos brasões tem um significado diferente. E eu acho que esse é o meu papel. Por favor, me deixe ir com ela.
Depois que ele disse isso, Sora não conseguiu achar outro argumento.
Ela deixou Mimi aos cuidados de Jou e retornou para junto dos outros.
Lá,taichi disse o que tinha acontecido em Yamato.
– Eu devia ter sido mais sensato... – taichi amaldiçoou a própria timidez.
– Você está errado. Yamato precisa de tempo pra si mesmo. Ele vai ficar bem. Tenho certeza que ele vai voltar.
Sora sentia que entendia o que yamato estava passando. Quando ela esteve por conta própria no Lago Temporário, ela se sentira do mesmo jeito.

[1] Pode ter sido erro na hora da tradução ou estava errado no texto original da novel, mas Takeru está na segunda série, não na terceira.




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