
Dentro da floresta, fora construída uma mansão feita de blocos de montar. De dentro dela vinham os sons contínuos de tiros.
– Hyaaaaaaaaah!
Pinochimon, que tinha a forma de uma marionete de madeira, estava correndo pela mansão atiendo com uma magnum 0.44. Ele estava brincando de pega-pega e era a vez dele.
– Achei você, Mushmon! Bang!
Uma vez que ele achou o Mushmon escondido debaixo da mesa, ele apontou a arma e puxou o gatilho. Não era uma arma de brinquedo, mas uma de verdade. As balas eram do tipo expansivas.
– Gyaaaaaaah!
As balas atravessaram o estômago do Mushmon e explodiram. Pinochimon assistia e ria de prazer enquanto o Mushmon agarrava o abdômem em dor e morria.
– Ah, essa foi divertida. Agora, quem é o próximo?
Então, da janela...
– Jovem mestre.
O mordomo leal de Pinochimon, uma árvore gigante chamado Jyureimon, tinha chegado para dar seu informe.
– As Crianaçs Escolhidas derrotaram Metal Seadramon e chegaram às suas floretas.
– As Crianças Escolhidas! Minha nossa, elas já estão aqui! Eu deveria dar as boas vindas. – Ele exclamou inocentemente, como se elas fossem um amigo distante.
– Vamos ver, qual eu levo...
Ele se virou para a caixa de brinquedos no canto do quarto escada a cima, espalhando o conteúdo.
– Granada de mão? Rifle automático? Que tal o lança-chamas?
– Por favor, qualquer coisa menos o lança-chamas – Jyureimon pediu humildemente. – Vai queimar as florestas.
– Oh, é mesmo. Então eu vou levao esse aqui.
O que ele escolheu foi seu Martelo Bala, cuja cabeça do martelo fora transformada num revolver.. Uma boa carga de pólvora fora colocada no tambor do revolver, então criava uma grande explosão quando batia em algo.
– Vou sair pra brincar! – Pinochimon gritou, correndo alegremente para fora.
Vendo-o ir, Jyureimon suspirou. – Céus! Dá muito trablaho ser babá do jovem mestre Pinochimon.
– Sinto muito, Jou,
Mimi olhou para Jou se desculpando. Ele estava sentado ao lado dela comendo as frutas que Palmon e Gomamon juntaram.
Jou engoliu o conteúdo em sua boca de uma vez e disse: – Não se preocupe. Continue, Mimi. Você também tem que comer.
– Okay.
Mimi pegou as frutas uma a uma com os dedos, levando-as à sua pequena boca.
Além disso, você não tem que se apressar. Hm... pense nisso com cuidado, Mimi. Até que você encontre uma resposta que aceite. Temos muito tempo.
Ele queria dizer em termos do fluxo temporal ser diferente entre o Mundo Real e o Digimundo.
Mas quando olhava para cima e inevitavelmente via o Mundo Real no céu, ele não conseguia deixar de sentir que ele tinham que se apressar.
E então...
– Ei, você está sentindo esse cheiro? – Palmon perguntou a Gomamon, cheirando o ar.
– Hm, não?
Gomamon não notou nada, mas Palmon parecia ter encontrado a fonte do cheiro.
– Está vindo dali! Tem alguém lá! – ela disse, e correu naquela direção.
Um Digimon estava caído no chão. camuflado em meios a uma piha de galhos em cima dele.
– Parece ferido!
Palmon e Gomamon começaram a remover os galhos para ajudar o pobre Digimon. Com os galhos fora do caminho, eles viram o familiar rosto feio de um demônio verde.
– É Orgemon! – Jou gritou. – Vamos sair daqui, Mimi!
Joou correu apressado. Ele olhou para trás, esperando que Mimi o seguisse imediatamente, mas Mimi não estava lá.
– Mimi!
Mimi ainda estava no mesmo lugar, começando a tratar os ferimentos de Orgemon e tudo mais.
– Não seja louca! – Jou disse, correndo de volta rapidamente.
Orgemon recobrou a consciência e viu Mimi e Palmon, suas inimigas, lhe dando uma mão. Ele olhou para elas como se não pudesse acreditar no que elas estavam fazendo.
– Por quê? Por que vocês est~~ao me ajudando...?
– Fique quieto! Você vai abrir as feridas! – Mimi repreendeu Orgemon com um tom severo.
Mas o modo como Mimi limpava em volta das feridas de Orgemon com seu lenço carecia de delicadeza, então Jou, venod isso, disse: – Deixa comigo. Eu sou filho de um médico afinal.
Ele não tivera nenhum treinamento especial, apesar de ser filho de um médico. O máximo que ele já fizera foi ler os livros didáticos do pai e brincar de doutor com seu irmão mais velho, Shuu, quando criança;
Ainda assim, ele sabia um pouco mais que a média das crianças.
Ele mandou Gomamon trazer águra e Palmon procurar hervas medicinais. Ele pediu que Mimi fosse sua assistente.
O braço direito de Orgemon parecia quebrado, então ele o pôs numa tala e usou o papel higiênico que trouxera do Mundo Real como tipoia em volta do ombro de Orgemon.
Era evidente que Orgemon, que só conhecia uma vida de luta, estivesse intrigado pelo ato de caridade de Mimi e Jou, que não discriminaram entre aliado e inimigo.
– Eu tentei matar vocês na Ilha Arquivo. Teria feito mais sentido se vocês me matassem aqui. Então por que...?
Mimi pareceu irritada com a pergunta. – Dá pra parar? Pare de falar em matar e ser morto. Por que ninguém pensa em viver junto como amigos?
Orgemon parou por um momento apra imaginar todos vivendo junto como amigos, mas o fez querer vomitar.
– Bem, de qualquer modo, acho que eu deveria agrader. Obrigado.
Ele tropeçou nos próprios pés.
– A propósito, vocês encontraram Leomon? Ele disse que ia procurar vocês...
O rosto de Mimi, que parecia energético um momento atrás, se repente escureceu e se torceu. Jou respondeu no lugar dela, solenemente.
– Leomon morreu. Ele morreu nos protegendo de Metal Seadramon, um dos Mestres das Trevas...
Foi tão difícil acreditar a princípio, que Orgemon só pôde encará-los de boca aberta. Foi só depois que Jou repetiu que o queixo de Oregemon começou a tremer.
– Tá brincando... Leomon morreu...? Ele morreu sem acertar o placar comigo?
Ele segurou o rosto com as mãos. – Como diabos eu vivo agora?!
Ela podia tê-lo deixado ali, mas Mimi pensou que seria reconfortante lembrá-lo: – Ao menos ele vai renascer na Cidade do Princípio um dia...
Mas Orgemon balançou a cabeça.
– Não vai.
– O que quer dizer com não vai?
Orgemon lentamente levantou a cabeça.
– A Cidade do Princípio está morta...
– Morta? O que quer dizer?
Então eles ouviram o som de uma explosão ao longe.
– Martelo Bala!
Pinochimon saltou no ar, batendo o martelo de ferro em forma de tambor em War Greymon.
War Greymon rapidamente sacou o Escudo da Bravura de suas costas para se proteger, mas o impacto foi intenso. Fumaça branca e uma explosão de romper os tímpanos cobriuram a área inteira.
Naquela escuridão branca,
– Você está bem, War Greymon? – A voz de Taichi ecoou.
War Greymon não respondeu de volta, mas Tailmon falou.
– Ele está bem! Regrediu pra Koromon, mas não está morto. Vamos correr agora enquanto ainda podemos!
– Onde vocês tão?! Bam! Bam!
Pinochimon continuou balançando seu Martelo Bala, mesmo estando incapaz de ver seus arredores por causa da fumaça.
Taichi decidiu que era melhor todo mundo se separar e se afastar dali, ao invés de reunir todo mundo primeiro e então correr. – Pessoal, fujam daqui!
– Fugir pra onde?
– Qualquer lugar! Só saiam daqui! – Tacihci gritou e correu dali também ás cegas pela fumaça da pólvora.
A fumaça se dissipou gradualmente. Taichi se escondeu nas sombras das árvores, olhando para a tela do Digivice. Os pontos que indicavam que Sora, Koushiro, Takeru e Hikari estavam piscando em direções espalhadas.
– Tenho que me juntar aos outros!
Quando um dos Mestres das Trevas, Pinochimon, os atacou de repente, ele fez Agumon mega digivolver para War Greymon sem um plano. Agora ele se arrependia da decisão.
Talvez decidir que War Greymon era o único que podia lutar contra um Mestre das Trevas na Forma Extrema não fsse errado, mas ele nem sequer considerou o que fazer com os lutadores em volta, e War Greymon levou uma surra.
Talvez ele devesse ter confiado nos Digimon Perfeitos para lutar primeiro, não só para avaliar as habilidades do oponente, mas também para pensar numa estratégia eficiante para derrubá-lo.
Taichi se lembrou de Skull Greymon.
– Tch. Eu não aprendi nada – ele disse, mas aquela auto-crítica não teve um efeito duradouro nole como daquela vez. Na verdade, foi mais positivo. Quando ele disse isso, ele quis dizer que sua falha seria o ingrediente para seu próximo sucesso.
Mas primeiro, havia algo que ele tinha que fazer.
Taichi usou os pontos brilhantes em seu Digivice para reunir seus amigos.
– 97... 98...
Pinochimon sabia que as crianças tinha escpado, mas não as perseguiu imediatamente.
Ao invés disso, ele fechou os olhos e contou.
– 99...
O esconde-esconde tinha começado. Um jogo de sobrevivência onde, se você fosse achado, seria morto.
– 100!
Pinochimon terminou de contar até cem. A regra de contar até cem foi a primeira coisa em que Pinochimon pensara ali. Nesse mundo de florestas, Pinochimon era a lei.
A fumaça tinha se dissipado, mas o forte cheiro de ácido nítrico ainda persistia. Pincohimon respirou fundo como se fosse o cheiro mais delicioso do mundo.
– Agora, agora de pprocurar todo mundo!
Ele correu para a floresta, procurando sua presa.
Patamon segurava a respiração enquanto se escondia entre as sombras das árvores.
– Onde vocês estão? Aqui? – ele ouvia Pinochimon chamar devagar. As explosões violentas do Martelo Bala vinham uma atrás da outra.
Boom! Boom!
Aparentemente, o Martelo Bala nunca ficava sem munição. Pinochimon esteve descarregando-o tanas vezes já que as árvores bloqueando seu caminho tinham explodido em pedacinhos. Talvez ele estivesse planejando abrir caminho por entre a floresta. Ele não parecia se importar que estava dizimando a beleza natural da floresta, ou que estivesse entregando a própria localização às crianças. Talvez ele não ligasse, ou talvez só não tivesse percebido.
– Ele está chegando mais perto... – Patamon ouviu a voz fraca e Hikari falar atrás dele. Ele se virou para ver que Hikari estava clarmente apavorada.
Quando Takeru viu isso, ele disse: – Está tudo bem, Não se preocupe. Eu vou te proteger, Hikari.
Ele sorriu confortantemnte para sua nova amiga, essa pequena menina que tinha a mesma idade que ele.
Takeru ficou tão forte, Patamon pensou enrugando os olhos.
Embora Takeru fosse atualmente o único do grupo sem um brasão, Patamon tinha certeza de que Takeru o conseguiria em breve, num futuro próximo. E quanto isso acontecesse, ele também digivolveria apra a Forma Perfeita. Com que tipo de forma ele acabaria? Enquanto ele imaginava isso,
– Vocês estão aí? Bam!
A voz de Pinochimon e o impacto do martelo Bala interromperam seus pensamentos.
Parecia muito perto agora.
Patamon olhou para Tailmon, e Tailmon olhou de volta silenciosamente.
Tailmon carregava o Koromon machucado em seus braços. Koromon tinha gasto todas as energias levando os ataques de Pinochimon, e agora que estava separado de Taichi não tinha chance de digivolver para Criança, quanto amis mega digivolver.
O que significava que os únicos que poderiam lutar eram Patamon e Tailmon.
Eles teriam que enfrentar Pinochimon em sua Forma Extrema, e ainda por cima derrotá-lo?
– Que estranho... Vocês não estão aqui? Mas está tudo bem.
O som do Martelo Bala de Pinochimon continuou.
Taichi achou estranho quando as explosões inesperadamente pararam.
Então...
– Ei, Crianças Escolhidas. Vocês podem me ouvir? Eu vou começar a execução agora. Vou continuar matando, então se quiserem me parar, só levantem as mãos e saiam. Okay?
Quando Taichi ouviu o anúncio de Pinochimon, pensou de que ele tinha capturado um de seus amigos.
Ele olhou para o Digivice imediatamente. dos quatro pontos, dois estavam sobrepostos num lugar só, enquanto os outros dois estavam se movendo mais para perto como taichi apra reagrupar todo mundo.
Os dois pontos em movimento tinham qeu ser Sora e Koushiro. Como Taichi, eles sabiam dessa função nos Digivices.
O que significava que os dois pontos parados eram Takeru e Hikari. Embora Tailmon pudesse digivolver para Perfeito, Taichi não tinha contado a Hikari sobre essa função ainda. Tantas coisas tinhama contecido desde que as crianças chegaram lá que ele teve chance de dizer a ela.
– Takeru e Hikari foram capturados?!
Foi por isso que, quando o primeiro tiro de execução soou, Taichi ficou pálido.
– Aí está o primeiro! – Pinochimon gritou alto, e sem nem uma contagem regressiva, o som da explosão do Martelo Bala e gritos alcançaram os ouvidos de tacihi.
– Hikari! Takeru!
Taichi estava no declive de uma colina naquela hora, então ele deslizou dali rapidamente.
– Se quer matar alguém, mate a mim!
Quadno ele estava a ponto de gritar isso, a fumaça se dissipou e ele viu Pinochimon com o Martelo Bala nos omros. Nem Takeru nem Hikari estavam perto dele. É claro, Sora e Koushiro também não.
Os únicos ali eram os Digimons da floresta, que deviam ser os subordinados de Pinochimon.
Taichi rapidamente se escondeu. Graças a deus ele não falara anda em voz alta. Era uma armadilha.
Pinochimon estava fungindo executar alguém para atraí-los.
Mas não era verdade.
Pinochimon olhou em volta com uma mão cobrindo os olhos, mas não vendo resposta das crianças ele disse pulutante: – Por que vocês não saem? Esses caras vão morrer! Vocês estão bem com iso?
Enquanto falava, ele puxou uma Floramon que estava na linha atras dele e a jogou no chão em ffrente a si.
– Bem, aí vai o próximo!
O Martelo Bala desceu em Floramon.
– Gyaaaaaah!
Taichi não conseguia acreditar em seus olhos. Pinochimon estava executando seu próprio camaradas, tudo para atrair as crianças.
Eu tenho que pará-lo, Taichi pensou, mas ele não tinha Koromon com ele.
Eu não vou perdoá-lo...
A única coisa que yamato sentia em seu coração agora mesmo era ódio.
De cima de um precipício distante, ele assistia Pinochimon executar sesu amigos sem pestanejar. Ele se lrembrava de Shibuya, quando Vamdemon matara Gotsumon e Pumpmon.
Eu não vou perdoá-lo! Eu... vou matar Pinochimon!
A força do ódio de yamato foi tranmitida apra sei Digivice, fazendo o medidor disparar.
– gabumon mega digivolve para Metal garurumon!
Gabumon digivolveu para Metal Garurumon.
– Vá, Metal Garurumon! – Yamato gritou.
As asas laser nas costas de Metal garurumon permitiam que ele voasse em supervelocidade. Metal Garurumon partiu em direção a Pinochimon como um jato.
Zchwing!
Da hora que Pinochimon virou o rosto para cima apressadamente para olhar, já era tarde demais.
Metal Garurumon afundou suas presas de aço no meio do corpo de Pinochimon e voou para cima. Ele não atacou imediatamente porque não queria que os subordinados de Pinochimon que estavam próximos fossem pegos na batalha.
– Me larga, seu bastardo!
Pinochimon tentou acertar Metal Garurumon com a cabeça do martelo Bala. Mas Metal garurumon sacudiu a cabeça bruscamente para o lado, fazendo Pinochimon derrubar a arma no chão.
– Me larga! Me larga!
Pincohimon agitou os braços e pernas como uma criança mimada.
Naquele momento, as palravas "Mate-o" soavam como um refrão dentro da cabeça de Metal Garurumon.
Mate-o, mate-o, mate-o...
Era a voz de yamato. A voz da alma de yamato preenchida de ódio.
Metal garurumon virou o pescoço, arremessando Pinochimon em pleno ar. Então, enquanto Pinochimon caía...
– Bafo Congelante!
O ódio aumentou o poder do zero absoluto de seu bafo para um grau ainda mais forte.
– Waaaaaah!
O corpo de Pinochimon congelou instantaneamente, se estraçalhando em frgmentos de gelo quando ele atingiu o chão.
Do topo do precipício, Yamato balançou o punho no ar e gritou "Boa!", enquanto assistia a batalha.
Como Pinochimon era um dos Mestres das Trevas, ele pensou que teria uma batalha muito mais difícil, mas fora tão fácil derrotá-lo. Quase desapontado
Yamato não sabia porque fora capaz disso, mas era porque ele ganhara o poder das trevas através de seu ódio.
Usar o poder das trevas para derrotar o poder das trevas era o jeito mais eficiente.
Se permitir ser infiltrado pela escuridão fazia as pessoas e os Digimons mais fortes. Isso porque eles se permitiam derrotar seus adversários sem piedade.
Mesmo que esse oponente esteja implorando pela vida, se você permitir um momento de hesitação, o oponente vai usar isso em vantagem própria!
Uma vez que você decidiu matar, então mate!
Todas as outras emoções são desnecessárias na batalha.
Mas ao mesmo tempo, Yamato não percebia que tinha perdido algo importante.
De qualquer forma, ele sentia que, desde que não esquecesse esse sentimento, ele poderia derrotar todos os Mestres das Trevas por conta própria.
Quando esse pensamento atingiu Yamato, o mundo de florestas começou a se desfazer.
Metal Garurumon retornou a ele, e Yamato saltou em suas costas.
Na próxima batalha, eu vou lidar com todos eles sozinho!
Então, o gás negro ameaçador apareceu do mundo de trevas e cruzou a fronteira.
– O que? O que é isso?
O gás negro engoliu Yamato e Metal Garurumon.
– Uwaaaaaah!
O gás negro se emaranhou em volta de Yamato e Metal Garurumon, e eles foram arrastados para o mundo de trevas...

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