Taichi, Sora, Koushiro, Takeru, Hirari e seus parceiros Digimons correram do mundo de florestas para o mundo de cidades. O governante do mundo de cidades era Mugendramon.
Infelizmente para eles, o grupo foi avistado por um pelotão de Tankmons em patrulha pouco depois de chegar àquele mundo.
Embora eles tenha acabado precisando lutar, Taichi os proibiu de digivolver. A única entre eles com permissão para digivolver foi Piyomon para Garudamon. Os outros tinham ordens estritas de não digivolver.
Era pra assegurar que eles estivessem descansados para qualquer situação futura inesperada em potencial, mas Koushiro, que não sabia disso, estava furioso.
– Por que você não deixou Tentomon digivolver? Me diga por quê!
Koushiro entendeu depois que Taichi explicou, mas ficou pálido depois de perceber que ele falara com seu veterano num tom tão insolente. Mesmo ele parecia surpreso com o que tinha feito.
– Sinto muito. Eu não queria...
Mas Taichi disse: – Não se preocupe com isso. Na verdade, eu gostei de você ter falado tão casualmente comigo. Senti que você finalmente abriu seu coração pra mim.
Ouvir isso deixou Koushiro envergonhado. Mas se reconciliar com seus pais o tinha ajudado a fechar essa distância com as outras pessoas, então Koushiro ficou feliz consigo mesmo também.
O jeito caloroso de Taichi de aceitar seu descaramento com um sorriso só aprofundou a admiração de Koushiro por Taichi ainda mais.
Enquanto Garudamon estava lidando com o pelotão de Tankmons sozinha, as notícias de que as Crianças Escolhidas foram encontradas chegaram a Mugendramon.
Como Mugendramon era uma máquina, ele não sentia o prazer impiedoso de caçar a presa como Meal Seadramon nem a malícia inocente como Pinochimon. Ele se moveu rapidamente, sem perder tempo, para executar seu plano de eliminar as Crianças Escolhidas.
Em outras palavras, seu plano envolvia usar o Canhão Infinito para aniquilar sias próprias cidades e subordinados, se isso significasse matar as crianças.
A verdade sobre o mundo de cidades era que as máquinas em sua superfície eram apenas uma cobertura; o poder gerado debaixo da terra era o mais importante.
Mugendramon implementou seu plano imediatamente. Num instante, sem perder tempo.
O Canhão Infinito foi disparado.
Uma nuvem gigante em formato de cogumelo se ergueu, e a cidade debaixo dela foi varrida do mapa instantaneamente.
Mas Taichi e os outros evitaram o dano.
Enquanto Garudamon lutava, Taichi encontrou um bueiro para usar para recuar, e ordenou que todo mundo escapasse para o subterrâneo.
Lá, eles se reuniram com Andromon e seu time da resistência.
Koushiro conectou seu laptop ao ponto de acesso que Andromon o informara. Depois de ouvir o clique e o zumbido do modem, seu computador estava conectado à rede do Digimundo.
– O que é isso?
A rede que ele hackeou antes no Continente Servidor agora estava em pedaços, e a sombra de um polígono misterioso se movia calmamente através dela.
– Será um vírus? – Koushiro disse em voz alta, ao que Andromon respondeu.
– Não é um vírus. Não é um tipo de dado nem um programa. Mas se me perguntar o que era, eu não saberia o que dizer a você. Parece ter se formado depois que Nanomon criou o buraco negro, ou talvez seja uma barreira... O venerável Gennai chamou de forma digital de uma Ideia.
– O que isso significa? – Sora, que era ignorante a respeito de computadores, perguntou, mas Koushiro também balançou a cabeça, inquieto.
Andromon continuou a explicação: – Isso é alheio ao meu campo de expertise, mas há uma lenda antiga. Diz que quando o Mundo Digital foi criado originalmente, duas Ideias lutaram por que tipo de mundo devia ser feito. Uma das Ideias venceu e as regras do Digimundo foram estabelecidas. A outra Ideia foi banida para além da Parede de Fogo...
– Aquela coisa é isso então? – O que Andromon estava dizendo era algo que Taichi não entendia nada, mas ele o questionou ainda assim.
– Bem, o venerável Gennai diz que é possível. Eu... não tenho tanta certeza.
– É um aliado dos Mestres das Trevas? – Takeru perguntou.
– Não sei. Mas não parece ser nosso amigo,
Foi quando as vibrações violentas começaram.
– O que foi isso?
– É Mugendramon! – Andromon respondeu. – Ele deve ter percebido que vocês sobreviveram.
– O que fazemos?
Não foi Andromon quem respondeu à pergunta de Sora, mas Tacihi.
– Takeru e Patamon. E também Hikari e Tailmon. Vocês tem um adversário poderoso em suas mãos, mas vocês podem lidar com ele?
– Deixa comigo!
– Estou pronta!
Os Digimons responderam antes mesmo das crianças sequer abrirem suas bocas.
– Mas não se forcem demais. Se acharem que é perigoso, recuem.
O subterrâneo era apertado, cheio de canos e cabos, então para se mover mais ao longo dele ou mais fundo no subterrâneo, eles tinham que cortar caminho através dos canos e cabos que bloqueavam seu caminho. Era como atravessar um mar cheio de algas.
Mas uma vez que eles passaram, as crianças chegaram a uma larga cavidade subterrânea.
Não mudava o fato de que ainda era um lugar difícil para Mugendramon lutar.
Ele não podia usar seu Canhão Infinito. Embora apertada, a fonte de poder da cidade era subterrânea. Se ele usasse o Canhão Infinito descuidadamente, havia o risco de que o mundo de cidades inteiro se destruísse.
Mas nem isso era o maior problema. Era o que o células cerebrais mecânicas de Mugendramon calculavam. Mesmo no combate mano a mano, seu poder tinha a pré-condição de eclipsar os poderes dos parceiros Digimons de todas as Crianças Escolhidas.
– Mão do Destino!
– Flecha Celestial.
Os dois Digimons anjos o atacaram corajosamente, mas não conseguiram causa um único arranhão no corpo de aço de Mugendramon.
– Bem. – Algum bom plano? – Taichi perguntou a seu conselheiro, Koushiro, enquanto via a batalha.
– Os dois canhões nas costas dele! Que tal mirarmos os ataques neles?
Eles agiram conforme o plano, mas não teve efeito.
– Então que tal cortar os cabos azuis e vermelhos?
Eles tentaram isso também, mas os cabos nas costas de Mugendramon que conectavam seu abdómen aos canhões em suas costas eram mais sólidos do que eles esperavam, então foi inútil.
– Nada que estamos fazendo funciona... O que fazer? – Koushiro se incomodava.
AO lado dele, Taichi perguntou a Koromon: – Você consegue?
Koromon apertou os lábios: Claro que sim!
– Okay então, digivolva!
– Koromon digivolve para Agumon!
Mas embora o medidor do Digivice de Taichi subisse vigorosamente a princípio, ele perdeu velocidade antes de chegar ao máximo e a evolução não aconteceu.
– Sinto muito...
Pyocomon, que tinha digivolvido para Garudamon alguns momentos antes, também não tinha energia restante para digivolver.
– Eu vou! – Tentomon disse, mas Taichi balançou a cabeça.
– Recuem! Vamos nos retirar por agora e procurar outra chance de atacar!
Andromon correu à frente para informar Angemon e Angewomon, que ainda estavam lutando, das ordens. Mas Mugendramon não permitiria isso.
– Garra Impulsionadora!
O ataque mirou Angemon, Angewomon e Andromon.
– Cuidado! – Taichi gritou, quando, de repente, Mugendramon parou no meio do ar.
– O que aconteceu?
Olhando com mais atenção, eles viram algo grudento se agarrando ao corpo de Mugendramon. Eram Numemon, Digimons de Nível Adulto que pareciam lesmas.
Os Numemons caíam dos cabos presos ao teto no corpo de Mugendramon. Seus números, incluindo os que grudavam no teto esperando sua vez de cair, excediam os milhares.
– Numemos... Tem tantos deles... De onde eles estão vindo?
Andromon respondeu: – Mugendramon estava explorando-os como escravos aqui embaixo.
Cada um dos Numemons era fraco sozinho, mas com tantos assim, té eles eram um incômodo para Mugendramon.
Mas embora Mugendramon estivesse sendo enterrado pela montanha de Numemons, ele não estava levando uma surra nem nada. Com suas mãos, ele arrancou os Numemos de si, jogando-os para longe e pisando neles.
Mesmo assim, os Numemons continuavam indo pra cima dele.
– Por que...? Eles sabem que não podem vencer... Eles sabem que vão morrer, então por quê? – Sora sussurrou horrorizada.
– Perto dela, Hikari ouviu as vozes dos Numemons de seus corações.
As Crianças Escolhidas são nossa esperança!
Não podemos deixar que elas morram!
Antes de vir ao Digimundo, Hikari tinha visto os Numemons no Mundo Real e pensado honestamente que eles eram nojentos.
Mas não agora. Naquele momento, eles eram guerreiros magníficos que não temiam a morte.
A multidão de Numemons que estava ali fora reduzida a apenas alguns poucos.
E mesmo esses poucos restantes eram esmagados debaixo dos pés de Mugendramon, varrendo-os completamente da existência.
A última mensagem dos Numemons alcançaram Hikari.
Estamos contando com vocês, crianças... Por favor, não deixem nossas mortes serem em vão...
– Eu sei!
Hikari conteve o horror e a tristeza em si e juntou as mãos.
Por favor. Se Deus existe, então por favor nos dê força.
O corpo de Hikari brilhou de repente. Era a luz de uma oração.
– Huh? O que...?
Banhado naquela luz, Koromon olhou em surpresa. Ele sentia o poder da evolução que tinha esgotado retornando.
– Taichi, me digivolva! – ele impulsionou seu parceiro.
Taichi acenou: – Você consegue? ENtão vá!
– Koromon digivolve para Agumon! Agumon mega digivolve para War Greymon!
A evolução da qual ele tinha desistido fora garantida de novo.
War Greymon segurou os Destruidores de Dramon em sua mão direita como um cavaleiro medieval segurando a lança e avançou contra Mugendramon.
– Uwoohhhhhhhhhh!
War Greymon cortou o corpo de Mugendramon em dois com um únnico ataque.
Dos braços de Angemon, Takeru gritou: – Conseguimos.
– Sim!
Taichi, que era segurado em um dos braços de Angewomon enquanto ela segurava Hikari com o outro, olhou para baixo, para o mundo de cidades enquanto seus dados viravam pós.
– O mundo de cidades está desaparecendo...
Os dados dos Numemons mortos se ergueu acima de suas cabeças como bolhas em água carbonada. Taichi e os ouotros rezaram para que suas almas descansassem em paz.
Então Andromon falou: –Olhem!
As crianças viram que os restos da poeira dos dados negros de Mugendramon afundava mais e mais, na direção oposta da dos Numenos.
– Significa que os dados de um Digimon na Forma Extrema são mais densos? – Koushiro perguntou a Andromon. – Ou ele foi absorvido por aquela coisa que vimos na rede...?
Nem mesmo Andromon sabia.
Nesse caso, Sora pensou. Comparado aos Numemons, que tinham se unido por uma causa em comum, o que nós estamos fazendo?
Eles estavam espalhados.
Yamato tinha descoberto a si mesmo? Jou ainda estava trabalhando em persuadir Mimi?
O último inimigo restante era Piemon.
Alguém mais acabaria sendo sacrificado? Ou talvez, dessa vez, seria a vez deles...
Taichi dar um jeito em sua imprudência e planejar cuidadosamente agora era uma coisa boa.
Mas se eles quisessem fazer melhor uso disso, precisariam de mais poder de fogo.
O melhor seria que Yamato e Mimi chegassem às respostas que procuravam e retornassem, mas se eles já estavam a caminho, então talvez ela devesse pegá-los.
Assim que ela estava prestes a sugerir isso...
– Taichi. Eu quero ir atrás do meu irmão –Takeru falou primeiro.
– Sim –Taichi disse concordando. Não foi só que acenou com a cabeça, mas Koushiro e Hikari também.
Todos nós pensamos a mesma coisa, Sora pensou. Isso a deixou um pouco feliz.
– Vamos procurar por eles juntos – Hikari disse, mas Taichi foi contra essa ideia.
– Não. Vai ser mais rápido se nos dividirmos em grupos para procurá-los. Vejamos...
Taichi olhou em volta para os rostos dos outros e disse: – Sora e Andromon, vocês poderiam ir com Takeru? Koushiro, Hikari e eu vamos procurar Mimi e Jou.
– Okay – Sora acenou. Mesmo ela concordava com essa escolha.
Levando em conta que seria o mais capaz de persuadir Yamato a voltar, tanto Taichi quanto Koushiro estavam fora de cogitação, já que eles tinham sido a razão de Yamato partir. Hikari não funcionaria também. As únicas escolhas adequadas seria o próprio irmão de Yamato, Takeru, e Sora, que teve uma experiência similar à de Yamato no Lago Temporário, e entendia como ele se sentia. A razão pela qual ele disse a Andromon para ir com eles devia ser para equilibrar o poder.
– Pessoal, vamos permanecer vivos e nos encontrar de novo! É uma promoessa!
Todos formaram um círculo e Taichi pôs a mão no meio. Todo mundo pôs as mãos umas sobre as outras.
– Sim!
Antes que eles se separassem, Koushiro se aproximou silenciosamente de Sora. Ela se indagava o que ele queria, quando ele falou suavemente ao seu ouvido: – Quando você ver Yamato... Bem... Por favor diga a ele que eu falei demais e que eu sinto muito. Estou contando com você.


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