
Quando eles visitaram a Cidade do Princípio antes, ela tinha árvores vividamente coloridas, um chão elástico que era macio como um colchão, e o choro de Digimons recém nascidos por todo lado. – Ela era tão cheia de vida, mas agora, construída no mundo de trevas, parecia tão devastada quanto ruínas históricas perdidas.
– Viram? É como eu disse – Orgemon disse tristemente enquanto eles paravam na entrada da cidade. Foi ele que os levou lá.
Tendo perdido seu propósito de vida com a morte de Leomon, Orgemon sentia que a devastação da cidade era como uma manifestação física do que ele sentia.
Entre a partida do mundo de florestas e a chegada ao mundo de trevas, o grupo que tinha começado apenas com Mimi, Jou, Palmon, Gomamon e Orgemon, tinha crescido e se tornado uma família maior. Enquanto eles seguiam seu caminho, seus números aumentaram. Primeiro vieram Gekomon e Otamamon, que tinham obedecido cada capricho de Mimi no Lago Temporário. Então Meramon e Yukidarumon, que os atacaram sob controle de engrenagens negras na Ilha Arquivo. E desse jeito, havia Digimons que eles tinham conhecido antes e Digimons que eles encontravam pela primeira vez.
Desde que não havia como dizer quando os servos de Piemon atacariam se eles se separassem, todos se uniram como um grupo, com Mimi no centro.
Uma vez que entraram na cidade, eles puderam ser que havia vários Digitamas deixados lá. Mas todos estavam petrificados, sem chance de rachar.
– Isso é terrível... Como isso pôde acontecer...?
Mimi esteve se preparando para isso depois de ouvir a história de Orgemon, mas olhar com os próprios olhos encheu seu coração de uma tristeza profunda igual.
Agora que a Cidade do Princípio estava morta, nenhum Digimon poderia renascer. Em outras palavras, o Digimundo teve seu futuro roubado.
– É isso que os Mestres das Trevas querem? Achei que eles só queria comandar o Digimundo, Mas eles transformar o Digimundo num mundo sem futuro, só com destruição e morte pra onde se olha? O que tem de divertido em governar um mundo assim?!
Jou queria dizer algo a Mimi, mas hesitou.
O que ele queria dizer era isso: que ele não via possibilidade de coexistir com os Mestres das Trevas, e que eles não tinham escolha além de lutar contra eles.
Mesmo um país neutro como a Suíça tinha uma armada militar. Eles seria invadidos por países inimigos sem um. Seria bom e ideal se eles usassem medidas de resistência antiviolentas como Ghandi fez. Mas isso não significava que estava tudo bem só ser morto sem levantar um dedo...
Mas ele não pôde achar uma boa resposta.
PERGUNTA: Sob que circunstâncias era aceitável lutar?
Esse tipo de pergunta nunca apareceria num teste da escola, e ele nunca pensou nisso antes...
Jou soltou um suspriso longo.
Alguém se aproximava deles.
Era Elecmon, o guardião da Cidade do Princípio. Jou não sabia se os Digimons envelheciam, mas ele parecia muito mais velho que da última vez que o vira. Nem pela aparência, mas pelo modo como ele se andava.
– Vocês voltaram, Crianças Escolhidas – Elecmon disse fracamente, mas sorrindo para elas, – Eu achei que fosse o caso. Três dos Mestres das Trevas foram destruídos tão rapidamente, que eu sabia que tinha que ser vocês.
– Foram Taichi e os outros, pra ser mais preciso – Jou respondeu. – Nós nos separamos do grupo por algumas razões. Não sabemos como os outros derrotaram os Mestres das Trevas além de Metal Seadramon.
– Se separaram do grupo... – Parando pra pensar, Elemon percebeu que não via Takeru e Patamon entre eles. – O que diabos vocês estão tentando conquistar trabalhando separadamente? Digo, que tipo de trabalho vocês estão...
– Umm... Jou disse, lutando por uma resposta, mas Mimi disse despreocupadamente.
– Nada. Eu só estava fugindo.
– Fugindo? Fugindo de que?
– De lutar. Achei que poderia haver um jeito de salvar o Digimundo sem ter que lutar.
– ... E Há? – Elecmon perguntou por curiosidade.
– Parece que não – Mimi riu baixinho, balançando a cabeça.
Oh? Vendi isso, Jou levantou a cabeça.
– Sim, acho que não há mesmo – Elecmon concordou. – Então o que vocês vão fazer agora? Ainda vão continuar fugindo?
– Eu cansei de fugir. Vamos voltar para junto dos outros, Jou.
– O-Okay... – Jou respondeu, mas depois de ver todos os Digimons reunidos em volta deles, ele começou a reconsiderar que talvez eles não tivessem que voltar tão cedo.
– Ei, por que n[os não continuamos essa jornada e reunimos amigos? – Jou sugeriu.
– Reunir amigos? – Gomamon perguntou.
– Sim. Acho que temos nossa própria luta, do mesmo jeito que Taichi e os outros têm a deles. Digo, deveríamos formar um grupo não para recrutar tropas, mas para nos protegermos do inimigo. amos continuar essa jornada. Do contrário, nós teríamos só perdido tempo nos separando dos outros.
Jou achava que era uma boa ideia, se é que ele podia dizer.
Isso mesmo. Não há apenas um caminho que você deve seguro. Você é livre para escolher o caminho você mesmo... Não é mesmo, Shin?
– Eu concordo – Mimi disse animadamente. Ela estava de volta a seu velho eu. – Eu não esperava nada menos de você, Jou! Estou feliz que foi você que veio comigo. Bem, todo mundo, vamos nessa!
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